Não há como questionar a idoneidade de Luis Gonzaga Belluzzo.
Ele é, antes de qualquer coisa, um homem de bem.
Mas vem cometendo alguns erros que podem vir a comprometer a sua gestão.
Entrou no poder tentando unir situação e oposição.
Para isso aceitou algumas situações que, na verdade, para quem pretende colocar o clube no caminho da moralidade, são inaceitáveis.
O acordo com a WTorre precisa ser revisto.
Não é vergonha nenhuma concluir, após alguns meses, que o clube fechou um contrato com uma empresa pouco confiável.
Vergonha é manter o vínculo, apenas para que as aparências não sejam abaladas.
Da mesma maneira, não há como cobrar atitudes corretas no departamento de futebol, mantendo a figura de V(W)anderlei(y) Luxemburgo em uma posição de comando.
A relação muito estreita com torcedores organizados e alguns bajuladores da turma dos “Ostras Virtuais” também é prejudicial ao clube.
Em um primeiro momento evita-se uma cobrança mais fundamentada, em troca de um ingresso aqui, uma entrevista lá, ou uma cervejinha paga acolá.
Mas, no futuro, a falta da necessária fiscalização, para que as coisas caminhem em uma direção correta, será muito sentida.
Dirigentes e torcedores que dizem “amém” para tudo não colaboram para o bem do clube.
Belluzzo há de entender que ser politicamente correto também tem um limite.
Chegou a hora de confrontar alguns interesses.
Para o bem do Palmeiras.
