Por JUCA KFOURI
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Inter e Palmeiras fizeram um primeiro tempo muito melhor do que se poderia esperar por causa dos apenas quatro titulares colorados no Beira-Rio repleto.
E os gaúchos foram muito melhores, principalmente graças a Taison, que infernizou a defesa paulista.
Foi ele que, aos 11 minutos, deu um drible desses que Pierre não está acostumado a levar, quebrou a espinha do volante alviverde e centrou para o meio da área.
A bola parou nos pés do zagueiro Danny Moraes que não teve maiores dificuldades para abrir o placar, para alegria e tristeza de seu avô, Valdir de Moraes, da Comissão Técnica do Palmeiras.
Apenas uma vez, e por erro de passe de Andrézinho na saída de bola, o Palmeiras incomodou de verdade, com Diego Souza.
E o Inter esteva mais perto do segundo gol, com pelo menos uma senhora defesa de Marcos em chute violento, de primeira, de Taison, mas no meio do gol.
O Palmeiras voltou mais aceso, como era de se exigir, pois com seu time completo e com Mozart no lugar de Souza.
Aos 11, Fabinho Capixaba entrou no lugar de Danilo e Ortigoza entrou no lugar de Marquinhos.
E Cleiton Xavier começou a jogar, coisa que não tinha feito até então.
Mas o Inter se defendia bem e ameaçava quando ia ao ataque.
Rosinei saiu, Guiñazu entrou.
Aos 20, outra vez com Diego Souza, agora de cabeça, o Palmeiras quase empatou, com a bola triscando o travessão.
Aos 23, Andrézinho deu lugar a D’Alessandro, porque Tite se dava conta que o empate era iminente.
E Nilmar também foi para o jogo, aos 35, no lugar de Alecsandro.
Já eram sete titulares vermelhos em campo.
E Pierre foi expulso aos 44, por tomar o segundo cartão amarelo.
Aps 46, Lauro salvou o que seria gol certo de Keirrison.
E, aos 48, Marcos salvou o que seria gol certo de Nilmar.
Só que a bola sobrou para D’Alessandro e o argentino fez 2 a 0.
O São Paulo parece imerso num sono profundo.
Alguma coisa, além dos muitos desfalques, parece prender o time.
Hernanes tem perdido gols e chutado mal como não se imaginava que era capaz.
Hoje, no Morumbi vazio, apenas 11 mil pagantes, perdeu um gol logo de cara e chutou bisonhamente uma bola que lhe veio com açúcar de Borges.
Que, por sinal, desperdiçou também, no primeiro tempo, dois gols.
Já o Furacão teve também uma chance de ouro, em falha canhestra de Richarlyson que acabou nos pés de Rafael Moura e na trave tricolor.
Mas, no fim da primeira etapa, de bico, numa bola que sobrou de escanteio cobrado por Marcinho, o zagueiro Rafael Santos abriu o placar.
A vantagem rubro-negra durou pouco.
Quer dizer, durou os 15 minutos do intervalo e mais 60 segundos, tempo que Borges levou para empatar.
Um pouco mais acordado, o São Paulo foi à luta.
Mas Jorge Wagner e Arouca se machucaram o que forçou as entradas de Junior Cesar e Wellington.
Aos 24, num mesmo ataque, o São Paulo teve perto da virada, com Galatto intervindo muito bem depois de um chute de Hernanes e com Hugo mandando o rebote na trave.
Como é aquela coisa do quem não faz toma?
Pois é.
Aos 29, Marcinho bateu novo escanteio e Rafael Santos marcou outra vez, agora de cabeça, entre Richarlyson e Miranda: 2 a 1.
Nada que os são-paulinos pudessem reclamar, a não ser deles mesmos.
E o Atlético Paranaense defendia sua vantagem com unhas e dentes, diante de intensa pressão.
Até que brilhou a estrela de Muricy Ramalho, que fez entrar, aos 41, André Lima e ele, aos 43, em sua primeira participação, empatou, em impedimento.
O Furacão sim tem do que reclamar.