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Ninguém quer ser “santo”.

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Ronaldo Fenômeno falou que alguns jornalistas, “santos da TV”, em sua definição, denigrem a imagem de alguns ídolos.

Perdeu a chance de ficar calado.

O jornalista, pelo menos os sérios, tem a obrigação de relatar a verdade sobre os acontecimentos.

Mesmo que, por ventura, equivoquem-se em alguns comentários.

O que importa é não se abster de posicionar o publico do que realmente pensa.

Claro que não há “santos na TV”, como também não existem no futebol.

O próprio Ronaldo já errou algumas vezes, o que não lhe tira o “status” de atleta genial, pelo contrário, o torna mais humano.

Participou do vôo da muamba, fez comercial de cerveja, entre outras coisas.

Como não comentar ?

Ronaldo, como a grande maioria dos atletas, está acostumado com profissionais da bajulação.

Tem gente que vende a opinião por muito pouca coisa.

Festinhas, entrevistas exclusivas, presentinhos da Seleção, tudo é motivo para jogar o jornalismo no lixo e passar a encobrir atos que deveriam tornar-se públicos.

Programas de esporte que se prestam a encobrir verdades em troca de benefícios comerciais.

Entre outras

Há exageros na cobertura jornalística ?

Sem dúvida.

Mas seria bem pior errar pela omissão.

Ronaldo tem que entender que não é o jornalista sério que denigre a imagem de um ídolo, pelo contrário, são os próprios atos do atleta que o fazem.

Nossa obrigação é informar o público, mesmo que a notícia não nos agrade.

É evidente que preferimos noticiar o gol de Ronaldo contra o Palmeiras, do que seu ato irresponsável em Presidente Prudente.

E quando isto aconteceu, Ronaldo não veio a publico criticar os “santos da TV”.

Afinal, a verdade, desta vez, lhe favorecia.

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