Milhar na Cabeça S/A
O futebol amador do Corinthians está refém de um esquema ainda pior do que o da época de Nesi Curi.
Uma verdadeira “empresa” de negociação de atletas funciona no setor, comandada por André Negão, Severino (pai do jogador Willian) e Afonso (gerente do setor).
Tudo com a conivência de Andres Sanchez, o presidente que tem medo, e o silêncio medroso dos que enxergam tudo e fingem nada ver.
Severino tem emprestado dinheiro para saldar dívidas do departamento.
Em troca todos fazem vistas grossas para os negócios que realiza no setor.
Severino entra com o dinheiro e André Negão com a influência.
Afonso é o homem que operacionaliza o negócio.
Todos, evidentemente, lucram com a situação.
Amigos do empresário Delci Sonda, estavam encontrando dificuldades para realizar o esquema na equipe sub-15 do clube.
O treinador, que foi demitido esta semana, por André Negão, era honesto não permitia que as coisas acontecessem.
Daniel Mussati, ex-auxiliar de Zé Augusto, de ótimo nível cultural, formado na Inglaterra, fala quatro idiomas, e não é apadrinhado do esquema da SORTE.
Deixou em dois torneios atletas de Severino fora da relação de jogadores.
Um dos poucos com coragem de peitar a turma que lá estava.
Por isso, foi demitido.
Andres Sanchez, com a falta de coragem habitual, só permitiu que isso acontecesse após a sua entrada de férias.
Para tentar se isentar de culpa.
Para o lugar de Daniel contrataram um treinador conhecido pela pouca honestidade, ligado ao empresário SONDA.
Pior, enquanto o treinador demitido recebia R$ 2,5 mil mensais, o novo contratado será agraciado com absurdos R$ 10 mil, para o mesmo cargo, com o agravante de servir a interesses que não o do Corinthians.
Ele já chega a clube com a ordem de facilitar a vida dos atletas de Andre Negão e Severino.
Todos no Corinthians ficaram revoltados.
Até as árvores do Parque São Jorge sabem do esquema de locupletação que existe no setor.
Delegados, Desembargadores e Advogados do Largo São Francisco também.
Mas ninguém abre a boca.
Temem os empresários da SORTE.
“Estamos deixando o terreno só nosso, vem pro nosso lado que não tem como dar errado”, teria dito Severino, no celular, próximo de uma testemunha.
O blog apurou alguns nomes de atletas que seriam ligados ao esquema:
Iago, atacante, nascido em 1994, é o atleta que Daniel se recusou a convocar.
Ricardo, meia, nascido em 1991, fez um contrato de valor elevado, por três anos, jogou apenas três partidas e está lesionado há um ano e meio.
Jô, atacante, nascido em 1992, outro que assinou contrato de três anos, por valor elevado, está há três semanas sem comparecer ao clube, mas continua recebendo.
O departamento amador do Corinthians está conseguindo a proeza de ser ainda menos honesto do que nos tempos sombrios de Nesi Curi.
O clube devendo as calças, fechando contratos ruins para pagar as dividas, e os ratos continuam se locupletando no esgoto.
Até quando ?
Pancadaria entre conselheiro e diretor
Edmilson Parra Navarro, diretor da Pré-Base, no futebol amador corinthiano, foi agredido pelo conselheiro Marcílio Dias, presidente da CPI dos ingressos.
Ele é marido da “ex-poder paralelo”, agora diretora do departamento feminino, Cacilda da Fofoca.
A briga teria começado porque Edmilson questionou Marcílio sobre o pífio resultado dos trabalhos realizados em busca de se encontrar irregularidades na comercialização de ingressos dentro do clube.
Iniciou-se um bate-boca, onde ambos se ofenderam.
Até que Marcílio partiu para cima e teria desferido alguns socos no diretor da base.
Foram apartados pelas pessoas presentes ao local.
Foi instaurado um inquérito interno que pode culminar com o desligamento de Marcílio do quadro de associados.
Vale lembrar que há um processo, de mesmo teor, contra André Negão, por agredir um associado do clube.
Até agora nada aconteceu.