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CAIXA 2: A Farra dos Ingressos

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Você vai conhecer outra fonte de renda do “Caixa 2” corinthiano.

Dirigentes do Corinthians e um funcionário da BWA estão envolvidos.

Ela funciona com a participação ativa dos departamentos comandados por Luis Bussab e Mario Gobbi.

Tem o auxílio do poder paralelo nas figuras de André Negão, Mané da Carne (ou das Cargas) e Arizão.

Preste atenção nos dados que relatarei agora.

No Campeonato Brasileiro da Série B o Corinthians realizou 14 jogos como mandante.

Mesmo número que seus adversários da Série A, São Paulo e Palmeiras (que serão utilizados como referencia para o cálculo a ser efetuado.)

Somando todas as partidas o número de “não pagantes” do Palmeiras foi de 45 pessoas.

Média de 3,2 por partida.

Levando-se em consideração que a média do valor dos ingressos é de R$ 20,00, o clube teria deixado de arrecadar R$ 900,00, cerca de R$ 64,28 por partida.

No São Paulo os números são um pouco maiores.

Os “não pagantes” somaram 281 pessoas.

Média de 20,07 por partida.

Seguindo o mesmo critério teria deixado de arrecadar R$ 5.620,00, cerca de R$ 401,00 por partida.

O que você vai ver agora é uma escandalosa demonstração de falta de respeito com um dos mais populares clubes do país.

No Corinthians o número de “não pagantes”, somando os 14 jogos, é de 27.036 pessoas.

Média de 1.931 pessoas por partida.

Um escândalo.

O rombo nos cofres do clube atinge a marca de R$ 540.720,00, cerca de R$ 27.036,00 por partida.

Mais de 9.000% acima da média de São Paulo e Palmeiras.

Cerca de 35 % superior a gestão de Alberto Dualib.

Os números acima foram retirados dos borderôs oficiais apresentados pelos clubes a CBF.

O ilícito é evidente.

A operação do esquema foi descoberta pelo blog.

O departamento de Luis Bussab é o responsável pela “distribuição” dos ingressos aos homens do poder paralelo (André Negão, Mané da Carne e Arizão), que tratam de negociá-los.

Andres Sanchez é obrigado a fingir que nada sabe, até porque, essa gente sabe muito sobre ele.

Os quase 2.000 ingressos desviados por partida são contabilizados como cortesia.

A operação é facilitada pela ação do setor de arrecadação, de responsabilidade da vice-presidência de futebol, comandada pelo delegado Mario Gobbi, que demonstra não ter perdido velhas manias adquiridas em sua passagem pelo DETRAN.

Quem assina os borderôs e legitima a fraude é Lucio Blanco, funcionário que é subordinado a Mario Gobbi.

Como agrado pelo bom relacionamento entre ambos, a BWA presenteou o Corinthians com duas atitudes amistosas.

Primeiro emprestou R$ 1.5 milhão ao clube, que em troca aumentou a participação da empresa em 30 % da taxa cobrada da renda bruta dos ingressos.

Depois a BWA contratou Miguel Blanco, irmão de Lucio Blanco, responsável por assinar os borderôs do clube e repassar o documento para Mario Gobbi.

Dessa maneira todos lucram e o esquema ficaria difícil de ser descoberto.

Ficava, até hoje.

Abaixo você verá cópia de um borderô assinado por Lucio Blanco, único responsável pela conferência.

Depois verá o documento vistado por Andres Sanchez que, na falta do funcionário de confiança, preferiu não correr riscos.

Assuntos irregulares não podem passar por mãos que não estejam viciadas.

É o lema da máfia, que Sanchez parece ter aprendido bem com o amigo iraniano. 

 

 

 

 

Borderô assinado por Lucio Blanco

com 1771 não pagantes

  

 

Borderô assinado pelo presidente

 

que tem medo com 1873 não pagantes

Amanhã você vai ter a real noção do quanto o contrato com a BWA é lesivo aos cofres do Corinthians.

Não perca !

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