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Coluna do Fiori

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FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.br   Email: caminhodasideias@superig.com.br

ENTIDADES DOS ARBITROS DE SÃO PAULO

Após junção de algumas entidades, árbitros federados e amadores do estado de São Paulo, conseguiram a Carta Sindical datada em 09 de Abril de 1.981, nascendo o SAFESP – Sindicato dos Árbitros de Futebol do Estado de São Paulo – tendo como objetivo: aglutinar, amparar, defender e representar os árbitros de futebol.

Os princípios de sua fundação foram corroídos com o passar do tempo, esta corrosão ocorreu pelo comportamento mesquinho e aproveitador dos vários dirigentes e árbitros militantes que por lá passaram. Dentre esta mesquinhez, encontramos a volúpia para serem escalados em partidas do então disputadíssimo Campeonato Paulista da divisão principal e o prestigiado Campeonato da Divisão Intermediaria, este, oferecia importantes oportunidades para os profissionais da bola, estas oportunidades eram mais atraentes que as apresentadas pela grande parte dos principais Campeonatos Regionais deste Brasil, brasileiro.

O tempo correu, no seio da arbitragem paulista houve casos corriqueiros provenientes da nossa cultura corrosiva: dar e receber, muito se falou, alguns árbitros foram punidos, outros conseguiram se safar por interferência de seus padrinhos, o que vi e vejo é o nefasto continuar das ligações nebulosas entre dirigentes e políticos locupletando-se para obterem vantagens do produto futebol.

Acredito piamente neste continuar de interesses, tudo permanece na mesma, muitos dirigentes entraram sem nenhum e adquiriram bastante ou reforçaram seu patrimônio, outros ainda estão na berlinda continuando a faturar, com apoio de quem lhes devia cobrar.

COAFESP

Conforme sabido, a COAFESP – Cooperativa dos Árbitros de futebol do Estado de São Paulo – foi engendrada e iniciada no prédio da FPF, contendo clara e abertamente os genes de sua gestão, este gene a conduz indiretamente através dos ex-árbitros: Silas Santana e Artur Alves Junior, remunerados pela federação por serem funcionários e pela cooperativa enquanto dirigentes, assim sendo, não se podem arvorar idealistas. 

OBRIGAÇÃO

O criar da COAFESP, balançou a continuidade do SAFESP, os árbitros são obrigados a se filiarem nas entidades ao bel prazer dos dirigentes da entidade máxima do futebol paulista, senão vejamos: quando da iniciação da COAFESP, desligaram-se do SAFESP, associando-se a cooperativa, no agora, deverão e estão seguindo o contido na Resolução da Presidência da FPF, datada em 04 de julho, sob o nº 27/08, reinscrevendo-se no SAFESP, obrigados a pagarem mensalidades nas duas, com isto indago: Cadê a liberdade de manifestação inserida na constituição?

Não ouço nenhuma voz bradar contra estas imposições, os árbitros aceitam passivamente, fazendo-me pensar que são dependentes das escalas, se insinuarem reações, não os escalam e, tome prejuízo no pão nosso de cada dia.

Para mim este calar de aquiescência, vem a comprovar que por volta de 70% por cento dos árbitros federados, vivem das taxas providas de escalas da federação e das escalas decorrentes das varias partidas que arbitram pelos clubes pólo esportivo da capital, da grande São Paulo e do nosso interior.

Ao tempo que militei na arbitragem, este percentual era bem menor, mesmo com os chamados registros gelados apresentados por alguns.

RESUMO

Os árbitros de São Paulo continuam submissos aos caprichos dos dirigentes da federação e as suas necessidades, nada fazem ou dizem, nem mesmo projetam o amanha, uma vez que no hoje não se preocupam e abominam quando instados a procurarem os árbitros do passado que estejam passando por necessidades e ajudá-los, lembro-me que Sérgio Correia da Silva, quando no exercício da presidência do SAFESP disse que o sindicato não era casa de caridade, quem passa ou venha a passar dificuldade que procure o INSS.

Foi por respostas idênticas que briguei com a diretoria do sindicato ao tempo em que era sócio, entendo como sempre entendi, que toda entidade de classe tem como um de seus princípios acolher e amparar associados ou ex-associados, do contrario, não se justifica como entidade.

EM TEMPO:

Recebi informação que Romualdo Arppi Filho, ex-árbitro FIFA, em meu entender tecnicamente o melhor arbitro brasileiro, finíssimo ser humano, morador na cidade de Santos, passa por dificuldades, tentei localizá-lo, não obtive êxito, apelo para leitores que moram em Santos e saibam como encontrar Romualdo que por gentileza me passem noticia.

SAFESP E COAFESP

Senhores dirigentes e árbitros militantes declinem de vossos pedestais, lancem o orgulho ao cesto do lixo, entendo que seja obrigação o preocupar-se em saber como vivem nossos antigos colegas e amigos, nada adianta entrarem aos templos religiosos, louvarem ao superior e continuarem a dar as costas ou a desprezarem aos que possivelmente precisem.

ANAF

Confio que a atual diretoria da entidade nacional dos árbitros de futebol venha a publico e exponha o resultado da(s) auditoria(s) contratada(s) que analisam ou analisaram fatos administrativos da gestão José Assis Aragão a quem sucederam.

Igualmente, aguardo ansiosamente o publicar do plano de trabalho, esperando que o mesmo tenha em seu bojo algo que venha a dar alento aos antigos árbitros de futebol.

Acorda, Brasil.

SP-13/09/08

As opiniões constantes neste espaço são de minha inteira e total responsabilidade e publicadas pelos blogs:

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