É difícil saber o que Luiz Paulo Rosemberg, vice-presidente de marketing corinthiano faz de melhor.
Faltar com a verdade, negociar de maneira pouco transparente ou praticar o ato da traição ?
Na Folha de São Paulo de ontem ele disse que colocou R$ 4 milhões nos cofres do clube.
Não é verdade.
Assim como declarou das outras vezes valores irreais em suas campanhas finlandesas.
Quem não se lembra das mentiras ditas por Rosemberg sobre as camisetas “Eu nunca vou te abandonar” ?
Descobriu-se depois que seu departamento levou 5% de comissão sobre a transação.
Tiveram também os mentirosos “milhões” de acessos a TV Timão.
O programa sócio sofredor.
A espetacular camiseta “Sou Mano do Mano”, que homenageia o empresário do treinador, Carlos Leite, que tanto contribuiu para a formação do elenco.
Pior do que tudo o que já foi descrito nas linhas acima é a falta de gratidão com um amigo.
A traição praticada por Rosemberg com Valdemar Pires foi imperdoável.
Andres Sanchez, o presidente que tem medo, prometeu apoiar a candidatura única para presidência do Corinthians.
Ele próprio indicou o nome de Valdemar Pires.
No instante decisivo, o medroso presidente decidiu não cumprir com a palavra.
Rosemberg declarou que não votaria em Andres Sanchez e que um dos motivos seria a traição praticada por ele com o amigo Valdemar.
O tempo passou e sua palavra virou vento.
Não só votou em Andres como foi agraciado com um cargo em sua diretoria.
Posto que julgou ser mais importante do que manter-se leal ao amigo que lhe abriu as portas do clube.
Estranho também a posição do próprio Valdemar.
Muitos o questionam sobre a atitude covarde e sorrateira que Rosemberg teve com ele.
Valdemar nunca responde e costuma sair pela tangente.
Não há porque esconder o que aconteceu.
Manter o silêncio é quase que concordar com a atitude de Rosemberg.
A traição foi apenas um indício do que estava por vir.
Denúncias de desvio de dinheiro, comissões por debaixo dos panos e incompetência evidente nos projetos.
O resultado foi bem pior do que a encomenda.