É difícil segurar a indignação quando assistimos algumas personalidades em flagrante tentativa de enganar o povo brasileiro.
O presidente Lula diz que temos plenas condições de realizar as Olimpíadas no Brasil.
Que o Pan do Rio é o exemplo disso.
Nuzman diz que devemos ter orgulho por levarmos a maior delegação da história para os Jogos de Pequim.
Não conta que o COB passou quatro anos sem se portar com um mínimo de decência com esses atletas, abandonando-os a míngua e, como vampiros, sugando e se promovendo às custas do sucesso abortivo de poucos que conseguem alguma projeção.
A participação brasileira nas Olimpíadas é mais uma vez pífia.
Não temos estrutura e nem condições a médio prazo de modificar essa situação.
Nas escolas, local onde se começa a identificar e preparar futuros campeões, os alunos morrem de fome.
Além disso, não recebem a educação adequada.
Não existem ginásios nem praças esportivas com um mínimo de condições para que esses jovens possam tomar gosto pela pratica esportiva.
Enquanto isso, Nuzman e sua trupe esfregam as mãos, como cães sedentos, aguardando as verbas governamentais que proporcionarão com que poucos se dêem bem em detrimento dos muitos que ficarão pelo caminho.
O presidente Lula, que obviamente sabe de tudo, embora nunca admita, de maneira covarde e conivente, além de se calar, ajuda a fazer o lobby para os lobos.
Enquanto isso continuaremos a comemorar as sobras de medalha como se fossem água no deserto.
Enquanto eles sorriem regados a um bom vinho e contabilizando os lucros provenientes de favorecimentos e contratações sem licitação.
O povo, alienado, vibra com o Pan e acredita no discurso ufanista de coniventes da imprensa.
Enganados, frustram-se a cada quatro anos ao ver a colocação do país no quadro de medalhas.
Mas logo se esquecem com as promessas e desfiles de políticos que recepcionam os poucos medalhistas logo após o retorno ao Brasil.
Mas que durante os próximos anos inventam desculpas para não atender as necessidades desses mesmos que por instantes trataram como heróis.
A Olimpíada no Brasil, que não vai acontecer, seria o maior evento de corrupção da história.
Maior até do que a Copa de 2014.
Que tem como organizador Ricardo Teixeira.
Pior, ou no mínimo, semelhante a Carlos Arthur Nuzman.
Até os porcos fugiriam dessa lama.