Por DAN STULBACH
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Os quatro estão em parafuso.
O Corinthians, com decisões administrativas ruins para o clube, como a venda de direitos de jogadores para empresários quando poderiam e deveriam gerar verba para o clube, casos de Jô e de André Santos; decisões que assemelham esta diretoria à anterior ( que saiu pela porta dos fundos, mas voltou pela janela, porque continua lá).
Decisões que só explicam de modo mais uma vez triste para o clube e feliz para alguns.
O Santos parecendo mulher de malandro, dependendo demasiado do seu Presidente e fritando a todos.
O Palmeiras, numa briga eleitoral interna desgastante, que coloca o projeto de parceria e o time num clima de insegurança.
E o São Paulo, entre o ego da galera, não entra nem sai da moita, não contrata nem manda embora.
E o tempo passa, e o time não engrena. Além disso, há a famosa janela européia. SP e Palmeiras, que se enfrentam neste domingo; vivem entre o desejo da venda e a vontade do segundo semestre chegar logo pra saber com quem contar.
O campeonato é tão longo e espalhado que agora é a hora só de não ficar tanto pra trás, e depois, com o time arrumado, subir a ladeira e garantir, pelo menos, a Libertadores. Até mesmo, porque fora o Flamengo, ninguém embalou.
O Cruzeiro que podia ter ido, ainda não foi, o Flu ficou sem seus Thiagos e sem ânimo, o Grêmio é o Botafogo do ano passado, e o resto é o resto.
Ou seja, ainda dá tempo.
Acho que será mais fácil pro Palmeiras, que vai substituir o superestimado Valdívia com uma mudança de posição do Diego e ainda ficar bem no resto, já o SP tem que trazer gente pra criar e concluir, e ainda achar alguém pro lugar do Hernanes e Miranda, que parecem com a passagem comprada.
Dizem que o time vai trazer um grande nome, como foi o Adriano.
Seria mais uma vitória do marketing, que a diretoria chama de modernidade e uma derrota para a formação de um bom grupo.
Por outro lado, no geral, é uma pena falar de um futebol que virou juvenil pra Europa aproveitar.
Pena e assunto batido.
Outro papo da semana é a discussão se a seleção brasileira deveria ser feita só de jogadores que jogam no Brasil.
Toda vez que este papo surge, vem com a afirmação que os daqui tem uma relação mais forte com o país e que assim, se dedicariam mais e tal.
Não acredito nisso.
Lá fora, a ligação com sua terra é muitas vezes ainda mais idealizada.
Pra mim, o envolvimento dos jogadores com a seleção vem muito mais do clima do trabalho, com o exemplo, coerência e admiração que eles tem do “professor”, do que o lugar de onde jogam.
Não é o caso hoje.
Por outro lado, os práticos dizem que o time só perderia, porque um time daqui seria muito pior que um de fora.
A ver, Marcos ou Rogério ou Felipe, Leonardo Moura, Thiago Silva ou Alex, Miranda e André Santos. Ramirez, Hernanes, Thiago Neves e Alex (do Inter).
No ataque é que enrola, Dentinho e Nilmar talvez.
Mas acho que encara a moçada de fora, não acha?
Acima de todos, só Ronaldinho, Kaká e Juan, em forma e com vontade. Em todo caso, tem que jogar os melhores, estejam onde estiver, com este ou aquele empresário.
E por falar nisso, a convocação.
Quem diria, acho que falta gente pra marcar, tomara que o Ilsinho ainda jogue bola e Sóbis e Jô não estariam na minha.