O futebol alegre venceu.
A Espanha é a dona da Europa.
Bateu o pragmático e sisudo futebol alemão.
De maneira incontestável.
A Alemanha começou um pouco melhor, mas durou pouco.
Logo depois dos primeiros 15 minutos a equipe espanhola iniciou o que seria um show de bola.
Toques rápidos, envolventes e marcação precisa, sem dar chances de criação ao adversário.
Os alemães nunca estiveram tão apáticos em uma final.
Apatia gerada pela impotência diante de um futebol tão bem jogado.
O meio de campo espanhol jogava por musica.
Marcos Senna, aquele brasileiro que V(W)anderlei(y) Luxemburgo dispensou do Corinthians, foi um leão em campo.
Fernando Torres, que já havia colocada uma bola na trave, aos 21 minutos, decidiu o marcador logo depois.
Que jogador.
Eram jogados 32 minutos quando Torres disputou uma jogada na corrida com o a “avenida” Lahm, venceu, na raça, e com um toque genial encobriu o goleiro alemão e fez o gol do título.
Na segunda etapa o passeio foi ainda maior.
A Alemanha, impotente, só assistia.
Desgastada por ter que correr atrás de um grupo de garotos talentosos, nada poderia fazer.
E a “Fúria” começou a perder gols, na mesma proporção que encantava o torcedor com toques de primeira e jogadas de muita plástica.
Quando o jogo terminou a Europa já era espanhola.
Espanha que tem tudo para surpreender no próximo mundial.
Venceu uma Eurocopa de altíssimo nível.
Em que ficou demonstrado que o futebol pode ser eficiente e ofensivo ao mesmo tempo.
Que não há a necessidade de se escalar jogadores “botinudos” para praticar uma marcação eficiente.
Em 31 jogos apenas três jogadores foram expulsos.
Que o exemplo seja seguido.
Parabéns Espanha.
O amante do futebol bem jogado agradece.