Estatuto Corinthiano
O Corinthians continua em situação irregular perante a justiça.
O estatuto que está em vigor é o do ano de 2002.
Nele as eleições são indiretas e as reeleições perpétuas.
O novo estatuto, redigido por juristas “notáveis” do clube, como Sérgio Alvarenga e Felipe Ezabella, ambos vice-presidentes de Andres Sanchez, não está em acordo como o novo Código Civil.
O clube tentou registrá-lo no Cartório, depois que a irregularidade vazou para o blog.
O resultado, obvio, foi a devolução do documento sem o devido registro, além da indicação das irregularidades a serem corrigidas, entre elas o artigo 87 e sua famosa alínea “K”, que dá amplos poderes ao Conselho Deliberativo de alterá-lo com 2/3 de seus membros presentes.
Um absurdo.
Ontem, em reunião do CORI, foi decidido que o clube vai tentar registrá-lo na justiça.
A votação foi apertada, 7 a 6, e o assunto gerou muita discussão.
Roque Citadini não votou.
O presidente só vota em caso de empate.
A alegação dos membros que votaram pela entrada na justiça é de que o Cartório não tem competência para barrar o registro.
Detalhe: A tentativa de registro será feita sem que as alterações sejam efetuadas, ou seja, as irregularidades continuarão a fazer parte do documento.
O que implica em um quadro óbvio.
Vai para a justiça e é aprovado.
Recursos surgirão de diversos lados e interesses.
A situação ficará sob júdice até ser decidida pela justiça.
O caso vai se amarrando e quando chegarem as eleições, voto indireto.
Pior, eleito pelo antigo estatuto, além de tudo, o presidente terá direito a mais uma reeleição.
Realmente o cheiro não é bom.
Raul Gavião
Já é de conhecimento de todos o lamentável protesto organizado por membros de torcidas organizadas na ultima semana, no Parque São Jorge.
Foram até o campo de treinamento e ofenderam os atletas Felipe, Fábio Ferreira e Lulinha.
O protesto foi orquestrado e já estava agendado desde antes a final da Copa do Brasil, como já havia informado o blog.
Pior do que ter desocupados que, em pleno horário comercial, em um dia de semana, sentindo-se no direito de infernizar atletas que estavam trabalhando, palavra que eles desconhecem, é saber que foram ajudados por um vice-presidente do clube.
Raul Corrêa da Silva, vice-presidente de finanças, permitiu a entrada dos baderneiros.
Gente que nem associado do clube é fazendo arruaça com a conivência do dirigente.
Não que eu esteja impressionado, afinal, todos sabem que Raul é fundador dos Gaviões.
Mas como dirigente deveria se portar com postura melhor.
Ontem visitando o Orkut encontrei um líder do movimento “Fora Dualib”, Domingos Neto, dizendo: “Eles (torcedores) estão no direito deles”.
Direito ?
Entrar em um clube onde não são sócios, fazer baderna, incomodar trabalhadores e gritar palavrões a bel prazer ?
O mundo realmente está de ponta cabeça.