O Sport é o novo campeão da Copa do Brasil.
Foi a melhor equipe durante o torneio e confirmou isso na partida final.
O Corinthians entrou em campo diferente das ultimas partidas.
Apático e nervoso.
Pouco criava, embora o Sport também encontrasse dificuldades para entrar na defesa alvinegra.
Até que Nelsinho Batista mudou o jogo.
Tirou Kassio, um meio campista e colocou o atacante Enilton.
Foi o suficiente para fazer o sistema defensivo do Corinthians entrar em parafuso.
Aos 34 minutos, Carlinhos Bala, o nome do jogo, recebe lançamento dentro da grande área e bate cruzado para abrir o placar.
O Sport parte para cima.
Quatro minutos depois a Ilha do Retiro vai a loucura.
Escanteio batido pela direita, a zaga afasta a bola que sobra para Luciano Henrique que bate de fora da área, Enilton se abaixa e engana Felipe.
A bola passa por entre suas pernas.
O Sport faz o placar que precisava.
No minuto final o Corinthians quase fez o gol que lhe daria o titulo em cabeçada de Fabinho que Magrão defende de maneira espetacular.
Começa a segunda etapa e as equipes resolvem ir para o ataque.
O Corinthians, limitado, não consegue vencer a defesa pernambucana.
Que passa a esperar a equipe paulista tentando armar os contra-ataques.
Também não consegue.
Até que Mano Menezes coloca Wellington Saci em campo.
Ele que um minuto depois, de maneira absolutamente descerebrada, pisa em Carlinhos Bala, é expulso, e praticamente decreta a vitória pernambucana.
O Corinthians perde a cabeça e começa a agredir Enilton.
Fabinho chuta o jogador caído dentro da área e o árbitro finge não ver.
Depois o agride com um soco na lateral e o árbitro alem de nada marcar ainda deu cartão amarelo para o atleta pernambucano.
No lance mais duvidoso Acosta entra na área aos 43 minutos e pula na saída do goleiro.
Em minha opinião, pênalti, porque logo após o pulo o atacante foi tocado por Magrão.
Mas confesso não ter certeza porque existe um ângulo na BAND em que ele aparenta não ser tocado.
Aos 48, Willian agride Carlinhos Bala e é expulso.
Já não havia tempo para mais nada.
O arbitro apita o final da partida e o Sport é campeão com justiça.
Ao Corinthians resta o consolo de ter chegado muito mais longe do que o seu elenco permitia, talvez com o auxílio de sua apaixonada torcida e pelo comprometimento de atletas e comissão técnica durante o torneio.
Quanto à diretoria, bem, com a inteligência de sempre, conseguiu ampliar o clima de guerra já existente e por conseqüência tirar a tranqüilidade de sua própria equipe.
Nelsinho Batista também merece ser exaltado pela dedicação com que dirigiu a equipe durante todo o torneio.
Parabéns Sport.
O título ficou em boas mãos.