A democracia voltou ao Corinthians.
O próximo presidente do clube será eleito por votação direta de associados.
Foi uma votação esmagadora, 227 conselheiros votaram a favor, com um voto contra, um em branco e duas abstenções.
Mas a batalha não foi fácil.
Os bastidores do clube ferveram e teve gente trabalhando muito para que isso não acontecesse.
Wadih Helu, relembrando seus tempos de cooperação com a ditadura, tentou uma manobra suja, como é de seu feitio.
Foi até a residência de Alexandre Husni, presidente da comissão que elaborou o novo estatuto, e tentou pressioná-lo para que de maneira autoritária dissolvesse essa comissão, alegando irregularidades que não existiram.
A intenção era de que com a comissão deixando de existir a reunião de hoje perderia o sentido.
Husni negou o pedido de Wadih dizendo que não poderia fazer isso senão estaria “morto” no clube.
É a turma que colocou o Corinthians na situação em que está resistindo e não querendo largar o osso.
Ainda pela manhã recebi a informação de que Carlos Senger, presidente do Conselho, estaria tentando fechar politicamente com algumas pessoas no intuito de resistir a pressões de torcedores e fazer com que a votação fosse fechada.
Não obteve sucesso.
Diretores e conselheiros temiam o estrago que essa decisão causaria em suas imagens e preferiram não se arriscar.
Vale ressaltar que os torcedores e associados do Corinthians realmente pressionaram os conselheiros.
Mas dessa vez de maneira civilizada e digna.
O comportamento foi exemplar.
Acredito que a pressão, feita de maneira civilizada, foi preponderante para que o direito a democracia fosse restaurado no Corinthians.
Dessa vez o torcedor corinthiano, e até os organizados, estão de parabéns.
Contribuíram de verdade para o bem do clube.