http://www.an.com.br/2008/mar/14/0esp.jsp
Parceria entre Joinville e WL termina depois de cem dias
Diego Santos
O superintendente de futebol Ocimar Bolincenho disse ontem que a parceria entre o Instituto Wanderley Luxemburgo e o Joinville Esporte Clube chega ao fim sem nunca ter existido.
Que ela realmente nunca tivesse existido é, hoje, o desejo de dez em cada dez torcedores do JEC.
Um contrato não chegou a ser assinado, mas a verdade é que Bolicenho e a WL comandaram o futebol tricolor por cem dias e levaram o clube à pior crise de sua história.
“Peço desculpa aos torcedores, mas não tenho mais o que fazer aqui”, despediu-se, ontem, o superintendente.
O diretor de futebol, Nédio Domingues, um dos principais responsáveis pela parceria, também deixou o clube.
O presidente Adelir Alves deve anunciar hoje os novos dirigentes que vão comandar o futebol do tricolor.
|
Crise |
Bolicenho assumiu a superintendência do clube no dia 3 de dezembro do ano passado.
Contratou 22 jogadores, dois técnicos e o Joinville nunca abandonou as últimas colocações da tabela do Catarinense.
Hoje, está a apenas um ponto da zona de rebaixamento.
As baladas dos jogadores foram, na opinião de Ocimar, o principal motivo para o fracasso da administração WL.
“Fomos paternalistas demais com a indisciplina de alguns atletas. Se medidas enérgicas fossem tomadas, a situação poderia ser outra”, disse.
A união entre WL e JEC começou a se desfazer com a demissão do técnico Waldemar Lemos.
“Naquela época, o Luxemburgo queria que a parceria fosse interrompida. Pedimos a ele mais um pouco de tempo e ele aceitou”, lembrou Ocimar.
O superintendente e o presidente do clube tinham um acordo para encerrar a parceria após a partida contra o Criciúma, no sábado. Mas com a derrota para o Brusque, Ocimar antecipou a saída. “Admitimos alguns erros. Faltou um maior conhecimento sobre o futebol catarinense, erramos na avaliação de alguns jogadores. O péssimo desempenho de alguns atletas não tem explicação lógica”, lamentou o dirigente.