O Palmeiras fez por merecer.
Embora ainda não seja uma equipe que cause suspiros, tem o elenco muito melhor do que o Corinthians.
A equipe de Parque São Jorge, como sempre, foi muito esforçada, mas é muito carente de bons jogadores do meio de campo para frente.
O primeiro tempo até que teve certo equilíbrio, muito brigado com raras chances de gol.
Nas que ocorreram o goleiro Julio Cesar, do Corinthians, demonstrou estar pronto para ser uma boa sombra de Felipe.
O empate só não foi justo, na chegada do intervalo, porque a arbitragem cometeu dois erros imperdoáveis.
Ambos prejudicando o Palmeiras.
O contra-ataque em que Valdívia levava nítida vantagem sobre a zaga e teria clara chance de gol.
E o pênalti escandaloso sofrido pelo chileno, com o agravante do árbitro estar a menos de um metro do lance.
Na segunda etapa as equipes voltaram com um pouco mais de ousadia.
O que facilitou para que a equipe com melhores jogadores tomasse conta da partida.
Lulinha demonstra a cada partida não ter preparo suficiente para jogar como profissional.
A defesa do Corinthians joga muito, mas o ataque, sem Dentinho, nada realiza.
O Palmeiras, aos poucos, foi pressionando.
Desorganizado, é verdade, sem o padrão tático que já deveria ter pelo nome do treinador que está em seu banco.
A equipe encontrou muitas dificuldades para suplantar o ótimo trabalho de Mano Meneses.
E só conseguiu aos 30 minutos.
Em saída de bola equivocada do Corinthians, Kleber sai cara a cara com Julio Cesar, que faz grande defesa, mas a bola sobra para o dono do jogo, Valdívia, fazer o placar derradeiro.
Uma vitória que recoloca o Palmeiras na briga.
E que faz o corinthiano acordar para a realidade.
Tem uma equipe esforçada.
Nada além disso.
