Os associados e torcedores do Corinthians querem as diretas nas próximas eleições.
A grande maioria dos conselheiros não.
Muitos deles mentem para as diversas frentes que freqüentam o Parque São Jorge.
Em março deve ser decidido o item do novo estatuto que regulamenta essa situação.
Acredito ser pouco provável que a opção democrática vença se os votos dos conselheiros não forem abertos.
Os torcedores e associados tem o discurso de que se as diretas forem reprovadas pelo conselho a decisão será vetada pela assembléia geral de associados.
É melhor que abram o olho.
Já existem manobras para que tal assembléia não seja realizada.
O discurso dos que não querem as diretas é de que o clube poderia parar nas mãos de aventureiros.
Pior ainda, de torcedores organizados.
Já os que querem as eleições diretas, alem da questão democrática da coisa, justificam que os atuais conselheiros já concentraram o poder por muitos anos e o clube chegou na situação que está.
Minha posição sempre será a favor da democracia.
Sou a favor das eleições diretas.
Acredito também que o clube tem que se resguardar de possíveis aventureiros.
Deve haver um critério definido para que isso não ocorra.
A discussão é ampla e deve caminhar para um entendimento que vise beneficiar o clube, não a pequenos grupos ou facções.
É muito mais do que votar em A ou B.
O desejo pelo poder não pode ser maior do que a vontade de contribuir.
Que o novo estatuto alvinegro consiga ser o alicerce seguro para a tão sonhada reconstrução.
Que o bem comum esteja sempre à frente da vaidade pessoal.
Só assim as coisas acontecerão.
Chegou a hora de mudar.
Diretas já !