FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE
Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.
E-mail: caminhodasideias@superig.com.br
COMISSÃO DE ÁRBITROS DA FPF ENTREVISTA
No dia, 19/02/08, ao ler o contido no caderno de esportes do Diário de São Paulo, com surpresa e rapidez, meus olhos percorreram as respostas dadas pelo presidente da comissão de árbitros da FPF, fixando-me na que transcrevo: Qual o maior problema da arbitragem neste Paulistão? Resposta: Precisamos padronizar o cumprimento das regras. Tem havido algumas discrepâncias neste sentido, já estamos conversando para acertar.
Ora! Não podemos tolher ou inibir interpretações, que são permitidas nas regras do futebol e esta, modifica-se de um para outro árbitro.
Seguindo o raciocínio do responsável pela comissão de árbitros da FPF, tanto juízes, quanto os advogados, deveriam padronizar suas interpretações nas leis que compõem nosso organograma jurídico, neste caso o debate perderia validade, voltando-se ao tempo do: eu mando você obedece, a lei, ora! A lei sou eu.
Muitos dirão: Fiori, ele quis dizer que estas interpretações, fogem e muito uma de outra, para faltas idênticas, ocorridas durante a partida.
Bem, ai terá de se voltar aos ensinamentos que são transmitidos ao aluno na escola de árbitros da federação, onde acredito, devem de ilustrá-lo, para que seja criterioso em suas decisões, que faltas marcadas no meio de campo ou na linha intermediaria, também deva de ser marcada dentro da área, quer para o ataque ou para a defesa, seja o time pequeno ou grande.
Tenho comigo que pela diminuta quantidade de campos de futebol, estamos formando árbitros de laboratório, conforme se formam os jogadores nas varias equipes. No ontem, praticava-se futebol nos campos de várzea e o pau comia solto, dando a jogadores e árbitros, na maioria amadora, bagagem suficiente no sentido de controlar-se emocional e criteriosamente em seus campos de atuação.
Aquém deste item, deveria de dizer aos árbitros para que não contemporizem conforme o constatado, desde o inicio do paulistão, por transmissões radiofônicas e pelas imagens de TVs, dando-nos a impressão, que receberam instruções de seus superiores para conversarem com os atletas antes de adverti-los com o amarelo e serem bem maneiros com os componentes dos bancos, especialmente com os treinadores, este proceder, tira a autoridade do arbitro.
MODELAR
Como exemplo, a arbitragem de José Henrique de Carvalho na partida entre Marília x São Paulo, realizada no domingo p.p, quando marcou pênalti e expulsou o são-paulino André Dias, a meu ver indevidamente, fora estes, teve atuação complacente, conversando ou se explicando muito.
JOGATINA BRASIL
Embora o jogo seja contravenção, a jogatina é incentivada pelo governo de todas as siglas partidárias, sabemos que lucram horrores com os percentuais que obtêm de todas as apostas vindas dos cassinos oficiais.
TIMEMANIA
O recente lançamento denominado Timemania, estimulado pelo governo através publicidade, nos fez recordar das varias criticas de Pelé contra o exemplo de cidadão e de dirigente, Ricardo Teixeira, estavam juntos no evento, trocando cortesia, é mole ou quer mais.
Esta excrescência foi criada como objetivo de pagar com o dinheiro dos apostadores as divida dos clubes para com órgãos governamentais, Receita Federal, Previdência e o Fundo de garantia por Tempo de Serviço.
Deveria o governo comandado pelo mais “ético e moralista” de todos os brasileiros, investigarem todos os dirigentes de clubes, seus parentes e amigos, desde o inicio de suas raízes, numa verdadeira auditoria, ai sim teríamos como saber o porquê de vários dirigentes de federações, confederação e dos clubes, terem se enriquecido se nada tinham e nosso governante, ainda os recebe em palácio.
Não me venham com demonstrações do Imposto Sobre a Renda, nada entendo sobre este imposto, o que sei, é que se declararmos valores ou patrimônio e pagarmos o correspondente, ficaremos, no chamado zero a zero, sem investigação do como se conseguiu.
Existem malabarismos administrativos e outros, que nos impingem acatar situações que trazem o respaldo da justiça, porem, este instrumento em grande parte, não nos convence.
CENSURA
O UOL, pertencente ao Grupo Folha da Manha, acatando pedido do sempre envolvido com a justiça, Artur Eugênio Mathias, censurou o Blog do Paulinho. Justamente a Folha, que esta envolvida em reclamatórias judiciais nas varias cidades de nosso país, movidas pelos “fieis” da IURD, comandada pelo “impoluto” Edir Macedo, outro que deveria de ser auditado desde os primórdios de sua existência, para nos provar que conseguiu honestamente e com o fruto de seu trabalho, tudo que tem como patrimônio e dinheiro.
Esta medida de força tomada pelos administradores do UOL, me fez lembrar o tempo em que os jornais O Estado de São Paulo e Jornal da Tarde, colocavam trechos Dos Lusíadas de Camões, acorda Brasil.
SP/22/02/08
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