
Num tempo não tão distante, cartolas de confederações filiadas à FIFA — entre elas a CBF — fizeram circular propinas por instituições financeiras americanas, abrindo caminho para investigações conduzidas pelo FBI.
Comprovados os crimes, parte deles acabou presa na Suíça.
Entre os detidos estava José Maria Marin, então presidente da “Casa Bandida”.
Marco Polo Del Nero só escapou porque fugiu pelos fundos do hotel, abandonando o parceiro de estripulias.
Desde então, porém, não pode deixar o Brasil sem correr risco de prisão.
O caso ficou conhecido como “Fifagate”.
Menos por descuido e mais por desespero, os irmãos Bolsonaro teriam simulado um financiamento fictício de filme para bancar não apenas a campanha presidencial de Flávio, mas também a estadia de Eduardo nos Estados Unidos.
O dinheiro, assim como ocorreu entre os bandidos do futebol, teria circulado por empresas americanas.
Trata-se, novamente, de matéria sob possível jurisdição do FBI.
Bastaria ao governo brasileiro — ou aos órgãos policiais nacionais — solicitar cooperação às autoridades americanas para que o mesmo princípio aplicado no “Fifagate” pudesse ser adotado.
Isso, claro, se o próprio FBI já não estiver acompanhando o caso.
Um eventual “Bolsogate” serviria para demonstrar ao mundo aquilo que muitos brasileiros sabem há tempos: que a família Bolsonaro seria capaz de tudo — inclusive contribuir para a morte de parte da população, como ocorrido durante a pandemia — para se manter no poder e enriquecer por meio dele.