
Ontem, o deplorável Cabo Daciolo, escada do bolsonarismo desde as eleições anteriores, publicou foto abraçado com o ex-zagueiro Ricardo Rocha, afirmando que este seria seu Ministro dos Esportes.
Jamais ocorreria, por óbvio, porque vencer as eleições presidenciais não é a meta do espertalhão.
Daciolo quer seguir vivendo da política e também dos idiotas a quem propaga a “palavra de Deus”.
Diante da repercussão, Ricardo Rocha correu para desmentir, em linguagem menos indignada do que deveria, nas redes sociais.
Destacamos:
“Recebi com respeito e consideração as recentes menções ao meu nome e agradeço o interesse demonstrado.”
“No entanto, é importante esclarecer que nunca houve, de fato, um convite formal para qualquer tipo de participação.”
“O encontro mencionado foi algo pontual, um momento espontâneo entre vascaínos, que acabou sendo registrado em uma foto, sem qualquer desdobramento além disso.”
“Desejo sorte e sucesso a todos os envolvidos em seus caminhos.”
Que sirva de lição.
É certo que pessoas muito conhecidas, como Ricardo Rocha, eventualmente hão de posar em fotos com gente que não vale nada, mas há limites que, se ultrapassados, acabam por torná-lo responsável pelas consequências do ato.
O ex-jogador sabe quem é Daciolo e, pior, o que ele representa.
A recusa, neste caso, é imperiosa.
Uma coisa é conversar e ser flagrado em meio ao bate-papo — ainda assim sendo discutível a aceitação da interlocução —; outra é posar para um registro que, em ano eleitoral, certamente seria utilizado para fins que vão muito além da simples recordação.