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Demissão de assessora do Conselho expõe pau-mandado do Presidente do Corinthians

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Há algum tempo, discutia-se, no Parque São Jorge, sob quais critérios a ex-secretária de Duílio “do Bingo” foi recontratada, com acréscimo salarial, para servir a Romeu Tuma Júnior na presidência do Conselho Deliberativo do Corinthians.

Menos para a diretoria.

Tanto Augusto Melo quanto Osmar Stabile nunca se importaram com o problema.

Até esta semana.

Bastou o rompimento político entre os presidentes dos poderes atingir níveis quase viscerais para que Stabile decidisse demitir a profissional.

Antes, não incomodava ao cartola aquilo que agora justificou como gasto desnecessário.

A demissão da secretária, porém, acabou por expor outro privilégio.

O responsável pela comunicação foi Ricardo Okabe, pau-mandado de Stabile há décadas, membro de um grupo no qual estão inseridos Haroldo Dantas e Marcelinho Mariano — ambos investigados por relações com pessoas ligadas ao PCC — que, apesar de gestor do estádio de Itaquera, atuou, neste episódio, como funcionário do RH.

Detalhe: assim como ocorreu com a exonerada, o sujeito foi demitido na gestão anterior e recontratado, na atual, para ganhar o dobro do que recebia anteriormente.

Esse é o retrato do Corinthians.

Urge a intervenção judicial, com o afastamento de todos os velhacos que sobrevivem — alguns politicamente, outros para ganhar dinheiro — à custa de infelicitar um clube amado por, estima-se, 30 milhões de pessoas.

Osmar Stabile, Haroldo Dantas, Marcelinho e Okabe

 

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