
Ontem, o CT do Corinthians foi invadido, segundo o próprio presidente dos Gaviões da Fiel, com truculência, por membros de facções “organizadas”, que se sentiram no direito de intimidar e constranger trabalhadores no exercício de suas funções.
No caso, jogadores e comissão técnica.
É crime.
A diretoria do Corinthians, porém, de forma covarde, não registrou sequer Boletim de Ocorrência.
O MP-SP, através de membros ligados aos cartolas, trabalha para facilitar a atuação dessa gente, fornecendo-lhes TACs a serem assinados, mesmo sabendo que os anteriores jamais — em época alguma, e são vários ao longo dos anos — foram cumpridos.
Em contrapartida, ainda ontem, membros da facção Mancha Verde que invadiram, há alguns anos, o CT do Palmeiras foram condenados à prisão.
Entre eles, o presidente, que recebeu pena de sete anos em regime semiaberto.
Diferentemente do ocorrido no Corinthians, a diretoria do Palmeiras, desde o princípio, preservou os direitos de seus funcionários, auxiliando a polícia na identificação dos responsáveis e contribuindo para sua posterior condenação na Justiça.
É assim que deve funcionar em um regime profissional.
O clube cuida dos seus, e a facção, se pagar ingresso, tem o direito de torcer e protestar nos locais designados.
Eventualmente, poderá fazê-lo, desde que de forma pacífica, nas cercanias do CT — áreas públicas —, nunca, em hipótese alguma, dentro do imóvel alvinegro.
A presidente do Palmeiras, assim como o do Corinthians, possui vícios típicos da cartolagem, mas há diferenças gritantes entre eles que impactam a gestão e o desempenho do futebol: independência e coragem.
Somente Leila Pereira as possui.
Stabile se submete a conselheiros, torcedores organizados e a quem mais represente ameaça à sua própria covardia.