
Ainda candidato à presidência do Corinthians, Augusto Melo anunciou uma auditoria “doa a quem doer”, que jamais foi realizada.
O que se fez, logo após a posse, foi a elaboração de um relatório pela EY, igualmente não divulgado.
Há quem diga que o documento expôs comportamentos impróprios, entre outros, de pessoas que o apoiavam politicamente.
Augusto caiu, e Osmar Stabile assumiu.
Novamente, o relatório transformou-se em segredo de Estado.
Em outra seara, há tempos o MP-SP solicita arquivos simples do clube, que chegou a registrar falsa comunicação de crime — alegando furto — para não entregá-los.
Quando o fez, realizou de forma parcial.
Nem a RCE, mecanismo destinado a facilitar o pagamento das dívidas do clube, escapou da falta de transparência alvinegra, recebendo dados aparentemente manipulados da contabilidade.
O Corinthians assemelha-se a uma quadrilha que somente começará a ser desmontada quando a Justiça deixar de ameaçar com intervenção judicial e passar, de fato, a implementá-la.