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Corinthians pagou R$ 1,5 milhão para empresa de fachada ligada aos Gaviões da Fiel

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No dia 1º de fevereiro, o Corinthians conquistou, em Brasília, a Supercopa do Brasil, batizada de “Supercopa Rei”, ao vencer o Flamengo por dois a zero.

Nos bastidores, porém, perdia de goleada.

Além dos ingressos, o clube bancou o deslocamento das facções organizadas, em sua grande maioria formadas por membros dos Gaviões da Fiel.

Apesar da enorme crise financeira que assola a agremiação de Parque São Jorge, R$ 1.513.000,00 foram pagos, dos caixas alvinegros, à Roda Brasil Turismo Ltda., empresa novata, constituída cinco meses antes, em 11 de setembro de 2025 — apenas dezessete dias após Osmar Stabile vencer as eleições do Corinthians.

As notas fiscais emitidas foram:

NF 1 – R$ 1.394.000,00
NF 2 – R$ 119.000,00

Ou seja, as primeiras da empresa, como se tivesse sido criada apenas para prestar serviços ao clube.

No endereço informado como sede, Rua Paranatama, nº 128, em Itaquera — a apenas 2 km da Arena Corinthians — há apenas um imóvel cercado por um muro amarelo, que não aparenta abrigar a atividade declarada.

A Roda Brasil inexiste no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas.

A empresa declara capital social de R$ 500 mil.

Há apenas três veículos em seu nome, o que torna incompatível a realização de caravanas de torcedores, sobretudo a custo tão elevado:

O proprietário oculto da Roda Brasil seria Carlos Cesar Martin Bussi, 54 anos, vulgo Carlinhos, membro dos Gaviões da Fiel e parceiro do mal-afamado “Ninja”, sócio do ex-presidente Augusto Melo — de quem Stabile foi vice — no CNPJ Arena Tatuapé.

Ambos serão julgados pelo Tribunal do Júri pela morte de dois torcedores palmeirenses.

José Carlos Bussi

Documentalmente, a empresa está inscrita em nome de José Carlos Bussi Neto, vulgo “Zé Bussi”, 31 anos, filho de Carlinhos, que não possui renda nem patrimônio compatíveis com o empreendimento.

Tudo indica tratar-se de mero “laranja”.

Ambos estão inscritos no Serasa por dívidas irrisórias.

Carlinhos, por cinco pendências com a Enel, referentes a contas de luz; José Carlos, por calote de R$ 66 no cartão de crédito do Nubank.

Há algo de podre na relação comercial entre Corinthians, Roda Brasil e um membro da cúpula dos Gaviões da Fiel, operação que custou R$ 1,5 milhão ao clube.

Resta saber em quais bolsos, efetivamente, foi parar essa quantia.

Não há dúvida, porém, de que a operação só existiu porque foi facilitada pelo presidente do Corinthians.


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