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Copa do Mundo nos EUA pode se tornar erro mortal da FIFA

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Há 102 dias do início da Copa do Mundo, os EUA — principal sede ao lado de Canadá e México — estão envolvidos em diversas guerras pelo planeta.

A mais grave, agora, contra o Irã.

Por muito menos, a Rússia foi banida do Mundial.

Bajulador, o presidente da FIFA criou um “Nobel da Paz” da entidade e, sem constrangimento, entregou-o ao déspota Donald Trump, responsável pela organização do torneio ao mesmo tempo em que desorganiza o planeta.

Não há, por exemplo, diálogo civilizado entre os EUA e os demais países-sede, ambos atacados — por enquanto verbalmente — e ameaçados pelo presidente americano.

E o Irã, como disputará os três jogos para os quais se classificou, todos agendados para território ianque?

Quem ousará comparecer aos estádios diante de tantas possibilidades de agressão?

O público latino — perseguido ferozmente pela inquisição trumpiana — será tratado com o mesmo desprezo no Mundial?

Em 2025 havia tempo para mudança de sede.

Agora, faltando pouco mais de três meses, não há mais.

A alternativa seria adiar — reorganizando-o somente para Canadá e México — ou cancelar o torneio.

Caso o Mundial seja mantido, não é improvável que ocorram tragédias sob o testemunho de bilhões de telespectadores, com grande culpa da FIFA, que, por dinheiro — e vantagens a seus cartolas —, pouco tem se importado com os riscos e as sedes escolhidas para a realização de seu principal produto, como demonstrado no Mundial de 2034, sob a guarda de uma Arábia Saudita comandada por notório bandido.

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