
Ontem, o Blog do Paulinho revelou, em detalhes, que Leonardo (Léo) Rizzo, dono do camarote “Fielzone”, na Arena de Itaquera, foi o grande beneficiado pelo vazamento da proposta da Ticketmaster, que a retirou após a publicação de detalhes pela imprensa.
O empresário é sócio oculto da “Ingresse”, a única concorrente que, não por acaso, figura como parceira do negócio citado.
Relembre:
Quem se beneficiou com o vazamento da Ticketmaster no Corinthians? –
A dúvida é quem teria interesse em favorecer o Fielzone, ainda que em prejuízo do clube.
Os principais suspeitos são Ricardo Okabe, CEO informal da Arena, que, há mais de três décadas, atua em associação comercial — fora do clube — com o presidente Osmar Stabile; e Armando Mendonça, o vice, que divide a mesma assessoria de imprensa com Léo Rizzo.
Investigações em curso na Polícia e, agora, no Conselho Deliberativo talvez esclareçam a questão.
Em paralelo, diversas versões circulam — algumas sem pé nem cabeça, aparentemente plantadas mais para confundir do que para esclarecer o torcedor corinthiano.
Há, porém, um fato importante.
O Fielzone, em troca da manutenção e ampliação de seus privilégios — ao se tornar gestor da venda de todos os ingressos dos jogos do Corinthians —, propôs ser o principal financiador da campanha de reeleição de Osmar Stabile.
É grave.
A informação foi confirmada com fontes que transitam na gestão.
Comportamento que se assemelha, no pior sentido, ao da política tradicional.
Não seria a primeira vez que Rizzo participaria, com dinheiro, de uma campanha eleitoral no Corinthians: apoiador contumaz de todos os candidatos que tentaram se manter no poder nos anos recentes — sejam de que lado forem.
O Fielzone possui um espaço gigantesco na Arena de Itaquera, que poderia estar sendo capitalizado pelo Corinthians, mas tem servido aos interesses comerciais e políticos de poucos.