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Corinthians e o amigo de Memphis Depay

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Não há o mínimo fundamento técnico, tampouco mercadológico, para que o Corinthians contrate o obscuro jogador marroquino Zakaria Labyad.

O atleta completará 33 anos no próximo mês.

Estava sem clube e, nos últimos anos, atuou por duas inexpressivas equipes chinesas.

Antes, já em declínio técnico, defendia o holandês Utrecht.

Nos últimos 74 jogos, marcou 13 gols (12 na China e apenas 1 na Holanda).

Zakaria é conhecido por gostar da noitada — e é aí que a “forcinha” de Memphis Depay entra na história: eles jogaram juntos nas categorias de base do PSV.

É estranho, porém, que o Corinthians, sem intenção de renovar com seu craque midiático, esforce-se para atender ao pedido de empregar um amigo que, evidentemente, não tem tamanho para vestir a camisa alvinegra.

Há duas situações que merecem atenção e que podem explicar, de alguma maneira, o que, sob o ponto de vista lícito, parece não ter justificativa.

Muito provavelmente, a dívida do Timão com Depay influenciou o esforço para mimá-lo durante os curtos meses em que ainda permanecerá no clube, talvez até como forma de sensibilizá-lo a um acordo.

Mas, como no Corinthians sempre há alguém lucrando com alguma coisa, comenta-se, à boca pequena, que haverá também um agrado ao agente Marco Vanzini — o mesmo que trouxe Fausto Vera ao clube —, que mantém estreita ligação com Rubens Gomes, o Rubão, recentemente reconduzido a negócios no clube com a permissão, ou conveniente omissão, do presidente Osmar Stabile.

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