
As Brabas, honrando a camisa do Corinthians, lutaram muito para empatar com o superior Arsenal em dois a dois no tempo normal, perdendo por um a zero na prorrogação, sagrando-se vice-campeãs mundiais.
Desde o apito inicial, as inglesas partiram com tudo para o ataque.
Logo aos 4 minutos, Lelê efetuou a primeira das enormes defesas que realizaria ao longo de toda a partida.
Uma jogadoraça!
O Corinthians se defendia como dava, aguardando a possibilidade de surpreender no contra-ataque.
Em um deles, aos 6, Gabi Zanotti bateu com perigo por cima da meta adversária.
Aos 14, em meio a tamanha pressão, Letícia Teles errou ao recuar a bola, que sobrou para Stina Blackstenius finalizar; Lelê fez milagre, mas o rebote caiu nos pés de Smith que, sozinha, abriu o marcador.
A goleira alvinegra ainda realizaria outra grande defesa dois minutos depois.
Tudo parecia perdido, mas, empurrado pela Fiel Torcida, aos 19, Duda Sampaio bateu forte para grande defesa da goleira.
Na cobrança de escanteio, Gabi Zanotti, de cabeça, empatou a disputa, em bola que ultrapassou a linha por centímetros.
Na raça, o Corinthians mantinha-se vivo na partida.
O segundo tempo começou com pressão absurda do Arsenal.
Aos 58, Lotte Wubben-Moy, de cabeça, colocou as inglesas novamente à frente do marcador.
Sem alternativa, o Corinthians adiantou suas linhas, correndo todos os riscos possíveis — entre eles, o de empatar, como se espera de uma camisa tão gigante quanto a do Timão.
Aos 63, Johnson recebeu grande lançamento de Duda Sampaio e perdeu um gol incrível.
O Arsenal, aos 74, acertou a trave alvinegra após a zaga afastar a bola duas vezes da direção do gol.
Eis que, aos 91, McCabe atingiu Gisela Robledo dentro da área e a árbitra, somente após ser alertada pelo VAR, assinalou a penalidade salvadora, convertida minutos depois por Vic Albuquerque, em cobrança no meio do gol.
As Brabas estavam vivas!
Corajosas, as corinthianas iniciaram a prorrogação no campo ofensivo.
Logo no primeiro minuto, Vic Albuquerque, de cabeça, quase marcou o terceiro do Timão.
Com a partida equilibrada, aos 103, Duda Sampaio perdeu a bola no ataque e, no contra-ataque, Foord desempatou.
Um pecado.
Daí até o final, o Arsenal soube segurar a posse e controlou a partida até o apito derradeiro.
Abandonadas pela diretoria, as Brabas, mesmo sem possuírem o time espetacular de outrora, orgulharam os torcedores deste Corinthians que, enorme, brilhou em mais um Campeonato Mundial.
Supercopa do Rei
O Blog do Paulinho deu mínima atenção à final da desimportante Supercopa do Rei, concentrado que estava na decisão do Mundial de Clubes de Futebol Feminino.
O suficiente para ver o Flamengo fraquejar, novamente, diante de um Corinthians valente.
Dois a zero.
Enquanto os rubro-negros atacavam sem qualidade, o Timão se defendia com a aplicação habitual, buscando os contragolpes decisivos.
Em uma dessas jogadas, Gabriel Paulista marcou o primeiro gol, ainda no primeiro tempo.
Na etapa final, com a expulsão de Carrascal antes do intervalo, a vida alvinegra foi facilitada.
O Corinthians, experiente, soube segurar a pressão do adversário e garantir a conquista.
Antes do apito final, deu tempo ainda para Yuri Alberto ampliar a vantagem.
Um título que será comemorado nas próximas 24 horas, mas esquecido assim que o Corinthians voltar a campo.
Um caça-níqueis que, por ineficiência dos cartolas alvinegros, gerará prejuízo ao clube, conforme já explicado nesta postagem.
Situação surreal do Corinthians não impedirá a farra de Brasília
Uma lástima.