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Venda do Atlético de Madrid revela o subpreço da SAFIEL oferecido ao Corinthians.

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Ontem, o Atlético de Madrid anunciou a venda de 55% de suas ações ao fundo norte-americano APOLLO por R$ 15,5 bilhões.

O clube espanhol ocupa apenas a 12ª posição no ranking de receitas europeias.

Mesmo assim, arrecada o dobro do Corinthians, que é o terceiro colocado no Brasil e, por consequência, na América do Sul.

Considerando ambos em boa fase, o potencial de crescimento do Corinthians é significativamente maior do que o do Atlético.

Não é exagero afirmar que o clube paulista disputaria a liderança continental de arrecadação com o Flamengo.

Esses dados deixam evidente o quão ruim é a proposta financeira da SAFIEL.

Pela oferta em discussão, o Corinthians cederia todos os seus ativos ligados ao futebol — jogadores da base e do profissional, Fazendinha, CTs e Arena de Itaquera — por apenas R$ 1,5 bilhão.

E isso sem garantia de que a captação será efetivamente atingida.

Uma pechincha.

Trata-se de 10% do valor pago pela APOLLO por 55% do Atlético — um clube com muito menos potencial de retorno.

A dívida das duas equipes, que poderia ser utilizada como justificativa para a proposta reduzida, é praticamente a mesma: cerca de R$ 2,7 bilhões.

Mas há uma diferença abissal no potencial de arrecadação: o Atlético possui cerca de 2,9 milhões de torcedores.

O Corinthians, aproximadamente 30 milhões.

A SAFIEL mente ao afirmar que a dívida impede o crescimento do clube.

Atlético de Madrid, Real Madrid, Barcelona, Juventus e Inter já estiveram endividados em patamares superiores aos do Corinthians — e ainda assim cresceram.

O que impede o Corinthians de evoluir é a ausência de gestão profissional.

Seja no atual modelo associativo, seja em uma SAF — que pode, em tese, ser o caminho mais adequado — o necessário é que o parceiro, investidor ou comprador pague um valor de mercado justo pela outorga, suficiente para quitar as dívidas e permitir investimentos compatíveis com a grandeza do futebol alvinegro.

Do modo como está apresentada, a oferta atende prioritariamente aos interesses dos investidores, não aos do Corinthians.

O clube é tratado quase como um beneficiário de assistência social, como se não possuísse valor de mercado próprio — que, na realidade, é expressivo e está sendo desconsiderado.

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