
Do BLOG DO JUCA KFOURI
João Havelange (CBD), Ricardo Teixeira (CBF), Eurico Miranda (Vasco), Andrés Sanchez (Corinthians) e Mustafá Contursi (Palmeiras); Edmundo Santos Silva (Flamengo), Augusto Melo (Corinthians) e José Eduardo Mesquita Pimenta (São Paulo); Carlos Miguel Aidar (São Paulo), John Textor (Botafogo) e Wagner Pires de Sá (Cruzeiro). No banco, como técnico, Vitório Piffero (Inter).
Eis aí uma lista de 12 ex-presidentes de confederação e clubes que um dia foram idolatrados por torcedores, jornalistas ou influenciadores e que caíram em desgraça em seguida.
A eles foram atribuídos títulos, conquistados por jogadores, que cegaram aqueles que só veem os fins e não estão nem aí para os meios da cartolagem.
Na lista tem cartolas banidos do futebol, que sofreram impeachment em seus clubes, ou hoje são vistos como o que sempre foram, aproveitadores da paixão alheia.
Como certos bispos neopentecostais.
Alguns foram condenados na Justiça, outros estão em vias de ser.
Há também os que nem taças conquistaram e estão fora da lista, como Duílio Monteiro Alves (Corinthians), José Carlos Peres e Orlando Rollo (Santos) etc.
Suas histórias deixam rastros que não serão levados em conta pelos torcedores resultadistas — e por jornalistas e influenciadores bajuladores.
Aparecerão novos farsantes para repetir a História.
O dinheiro é sujo? Não importa, desde que contrate jogadores que ganhem campeonatos.
Os métodos são mafiosos? Dane-se, não sou da polícia.
O rouba mas faz não se limita às escolhas de um certo tipo de eleitor, é pensamento comum entre gente acrítica que, depois, diante dos escândalos revelados, vira fera, grita, esperneia e é incapaz de fazer autocrítica ou pedir desculpas aos que xingou quando estes apontaram as falcatruas.
Há os ingênuos, é fato, cegos pela paixão.
Obtusos também, e não são pouco, personagens de músculos fortes e poucos neurônios.
Além dos aproveitadores.
Aos que denunciaram os meliantes mesmo quando eles estavam por cima, nossas homenagens.
Fizeram o papel da imprensa.
Aos que gostam de iludir, e imaginam que enganam alguém, as bananas.
E orelhas de asnos.