
Osmar Stabile confirmou, em entrevista à Rádio Bandeirantes, que sua gestão manteve a prática de destinar sete mil ingressos, por partida, às facções “organizadas” — leia-se: Gaviões da Fiel.
É um escárnio.
Tratam-se dos ingressos mais baratos da Arena de Itaquera.
O torcedor mais pobre é lesado pela diretoria.
É praticamente impossível adquirir entradas por valores semelhantes sem integrar o quadro dos faccionados.
Os Gaviões, além disso, praticam a venda casada: quem compra os ingressos é obrigado a pagar, conjuntamente, pelos ônibus da torcida — ainda que não vá utilizá-los.
Em recente entrevista coletiva, a presidência do Conselho Deliberativo do Corinthians deixou claro que os Gaviões devem, no mínimo, R$ 3 milhões ao clube — o que sugere, por óbvio, calote no pagamento dos ingressos.
Ou seja: ao retirar dos mais pobres a chance de assistirem aos jogos em igualdade de condições com as “organizadas”, o clube sabota não apenas o princípio da equidade, mas também a própria arrecadação — já que os torcedores “comuns” não desfrutam do privilégio de receber ingressos sem pagamento antecipado no site do Fiel Torcedor.
Promiscuidade que nenhum cartola, até o momento, teve coragem de cortar.