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O jornalismo no inquérito que comprovou a ligação de cartolas do Corinthians com o PCC

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Encerrada a primeira das várias investigações em curso que desvendam a ligação de cartolas do Corinthians — e, possivelmente, de outros clubes — com o PCC, com a apresentação do relatório final do inquérito da Vai de Bet, de inteligência e também da segunda parte da apuração financeira (todos esses documentos serão publicados, na íntegra, pelo Blog do Paulinho), é importante destacar o papel do jornalismo.

O delegado Tiago Corrêa, em trabalho de absoluta precisão, cautela e técnica, não se furtou — como fazem alguns, por vaidade — a analisar todas as matérias publicadas pela mídia que se referiam aos fatos apurados.

Delas, retirou elementos que, uma vez investigados, comprovaram-se verdadeiros — e serviram de prova para encorpar o brilhante trabalho realizado.

São citados nos relatórios, com destaque, os jornalistas Juca Kfouri e Tiago Salazar, além deste que vos escreve.

Sem falsa modéstia, todos decisivos para a apuração dos fatos.

Não à toa, iniciaram-se as ameaças.

Ontem, Marcos Boccatto, presidente de honra do Água Santa, tentou intimidar – com absoluto insucesso – a mim e ao Juca num grupo de WhatsApp.

Augusto Melo solicitou que o delegado fosse investigado pela Corregedoria por suposta ligação imprópria com este blog.

Anônimos enviaram-me a localização dos meus familiares.

Salazar, soubemos, também é vítima de ataques.

O jornalismo, quando praticado com seriedade, e o trabalho de investigação do Estado, cada qual em seu quadrado, podem, em cooperação — ainda que informal e não combinada —, ajudar a informar e proteger a sociedade.

O inquérito da Vai de Bet é o que se chama, no mundo publicitário, de um case, que dignifica as profissões envolvidas e deveria servir de exemplo — e de estudo — nas faculdades de jornalismo, bem como na formação de carreiras policiais e do Ministério Público (que também atuou nas investigações)

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