
Pouco antes de ser afastado por impeachment, Augusto Melo assinou aditamento com as empresas de segurança do Corinthians, incluindo cláusula de multa por rescisão contratual.
Se o clube quiser romper o acordo, terá que pagar o equivalente a cinco anos de mensalidades.
Os valores, somados, aproxima-se de R$ 30 milhões (segundo apuração da Gazeta Esportiva: R$ 29,6 milhões)
Essa seria a razão pela qual Osmar Stabile ainda não rompeu o contrato.
O presidente interino do clube foi humilhado pelos seguranças no dia em que Augusto Melo tentou, à força, retornar ao cargo.
Ao receber ordem direta do presidente, um policial militar — que fazia bico ilegal para a empresa prestadora de serviços — respondeu que apenas obedeceria ao mandatário afastado.
No aditamento em questão, além da assinatura de Augusto Melo, haveria, segundo fonte, um rabisco com carimbo do departamento jurídico.
Até o momento, ninguém conseguiu identificar o autor do suposto aval.
Há quem desconfie tratar-se de uma assinatura falsificada.
Alguém duvidaria, após o inquérito da Vai de Bet, que os quase R$ 30 milhões poderiam ser rateados entre diversos bolsos — inclusive o de cartolas alvinegros?
O diretor jurídico à época era Vinicius Cascone, advogado de confiança de Augusto Melo.
A empresa de segurança beneficiada, que teria como sócio oculto um dos caciques da Segurança Pública paulista e estaria bancando os advogados do presidente afastado do Corinthians, foi notificada e afirmou que só deixará o clube mediante o pagamento integral da multa contratual.
Stabile não pode permitir-se ser chantageado.
Urge o rompimento imediato e a posterior discussão judicial dos valores — incluindo investigação que poderá levar Augusto Melo a ressarcir o Corinthians pelos prejuízos nitidamente causados por mais este ato de gestão temerária.

CASCONE RESPONDE:
“Informo que desconheço qualquer contrato de prestação de serviços de segurança que tenha sido prorrogado até 2030, sendo que jamais autorizei ou avalizei eventual contrato nesse sentido”