
No escopo da ação que objetivava impedir a reunião que culminou no afastamento de Augusto Melo da presidência do Corinthians, o desfrutável Roberto William Miguel, vulgo Libanês, inseriu uma listagem de conselheiros do Corinthians contendo nomes, número de carteirinha, data da entrada como associado, endereço, email e também os números de telefones.
Evidentemente, deve ter recebido da diretoria.
O Blog do Paulinho teve acesso à íntegra do material e, por razões óbvias, não divulgará.
A prática viola a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Utilização de dados pessoais deve seguir princípios de finalidade, necessidade e segurança; o acesso é restrito a quem de fato possua competência legal ou funcional para tal.
No caso em questão, não há justificativa que legitime a posse – o mitômano sequer ocupava cargo administrativo ou gerencial em Parque São Jorge.
O Corinthians, por outro lado, é obrigado a adotar medidas de segurança e prevenção contra acessos indevidos
Urge investigação policial para comprovar se houve falha ou conivência do clube.
SOMENTE após a negativa da liminar, Roberto William solicitou à 5ª Vara Civil do Tatuapé que decretasse Segredo de Justiça sobre o material; anteontem (28/05), a juíza Ana Carolina Vaz Pacheco de Castro tornou ‘sem efeito’ as páginas de nº 36 á 63, que, desde então, não podem ser consultadas no sistema.
O material ficou exposto a quem quisesse acessá-lo por sete dias (desde 21/05).
As consequências da má utilização são impossíveis de serem mensuradas.
Fora do processo, dados sensíveis de TODOS os conselheiros do Corinthians – e, provavelmente, de associados – estão sob posse de notório lunático a serviço de um cartola indiciado sob acusação de associação com o crime organizado.

Decisão da Juíza Ana Carolina:
