
Assim que assumiu a presidência do São Paulo, Julio Casares providenciou, com auxílio da Presidência do Conselho, a expulsão de adversários políticos.
Os que sobraram, ainda que não fossem os que se beneficiam, entenderam o recado e acoelharam-se.
Poucos ousam contrariá-lo.
Com o Conselho de joelhos, a ditadura Casares parte agora para controlar o curral de associados.
Voto direto? Impossível.
Novos sócios para que o ambiente político do clube seja arejado?
Também não.
No último 25 de abril, Casares inviabilizou, financeiramente, a compra de títulos do São Paulo.
R$ 100 mil é o valor cobrado.
O parcelamento poder ser feito em apenas dez parcelas de R$ 10 mil.
Se comprar de terceiro, o novo sócio terá que pagar mais R$ 50 mil de taxa ao Tricolor.
Associado excluído por falta de pagamento precisará quitar, além de três mensalidades, mais R$ 10 mil.
O resultado disso tudo é obvio.
A arrecadação do clube cairá obrigando o futebol a ampliar o aporte que poderia ser utilizado para fins esportivos.
Ruim para o São Paulo, mas não para Casares – a quem importa apenas manter o poder.
