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Coluna do Fiori

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FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Ver futebol em direto online

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de  Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do  futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“Amarmo-nos é lutar constantemente contra milhares de forças ocultas que brotam de nós mesmos ou do mundo”

Jean Anouilh:  foi um dramaturgo francês

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Semifinal do Paulistão 2025 – Domingo 09/03

Corinthians 2 x 1 Santos

Árbitro: Matheus Delgado Candançan (FIFA)

Assistente 01: Neuza Inês Back (FIFA)

Assistente 02: Evandro de Melo Lima

VAR

Adriano de Assis Miranda

Item Técnico

Durante o transcurso da contenda, deixou de marcar duas a três faltas, nenhuma no interior das áreas, o não tê-las sinalizado, gerou reclamações que poderiam ser evitadas com maior severidade na advertência verbal

Ressalto

Por volta do 79 min, Matheus Delgado Candançan se encontrava pouco distante, com absoluto domínio visório do jogo brusco grave (carrinho) praticado pelo santista José Ivaldo, atingindo a tíbia da perna esquerda do oponente Yuri

Corretamente

Marcou falta, se aproximou, tirou o amarelo do bolso, advertindo José Ivaldo, desconhecendo ou esquecendo que este tipo de infração deve ser punido com cartão vermelho.

Livrando

O continuar do seu erro, VAR recomenda que reveja o fato no monitor; foi, viu, reviu, insistiu, fez mea-culpa, voltou pro campo, substituiu o cartão amartelo pelo cartão vermelho.

Completando

Reforço que os influentes padrinhos e dirigentes que o indicaram ao quadro internacional deveriam ter aguardado que adquirisse mais cancha dentro do campo, já que: Nos bastidores, direta ou indiretamente, deve correr muito e bem.

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 04 para Mosqueteiros e 01 para Peixeiros

Vermelho: aos santistas José Ivaldo e Daniel Escobar

Segunda Feira 10/03 – Palmeiras 1 x 0 São Paulo

Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza (FIFA)

Assistente 01: Daniel Paulo Ziolli

Assistente 02: Daniel Luis Marques

VAR

Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (FIFA)

Item Técnico

Tendo momentos de fatuidade, Flavio Rodrigues Guerra cumpria seu dever com poucas falhas.

Eis que

No 43º terceiro minuto da etapa inicial, defensor são-paulino de fora da área, passou a redonda para o goleiro Rafael, que, com o pé esquerdo, rebateu a redonda, pouco distante Arboleda, percebendo a chegada do oponente Vitor Roque, esticou a perna para afastá-la;

Neste momento

Vitor Roque tocou a redonda pra frente, e claramente, enganou o árbitro que, pouco distante e visão livre, não observou Vitor Roque se jogar pra cima da perna do são-paulino para cavar a falta penal, erroneamente, apontada pelo assoprador do apito

Apesar da forte tecnologia disponível

De acordo com vídeo e áudio divulgado pela FPF, VAR encabeçado por Rodrigo Guarizo do Amaral, vergonhosamente, diz ao árbitro que Arboleda fez uso da perna esquerda para tocar na esquerda do Vitor Roque.

Penalidade

Máxima batida por Raphael Veiga determinou: Palmeiras 1 x 0

Conclusão

Entendo que: por alguns segundos, forças ocultas, tenham passado na mente dos dois FIFA.

Item Disciplinar  

Cartão Amarelo: 04 para Alviverdes, incluso o técnico Abel Ferreira e 04 para Tricolores, incluso técnico Luis Francisco Zubeldía

Vermelho: direto para Maximiliano Pablo Cuberas auxiliar técnico do Tricolor por ter objetado a marcação da fantasmal penalidade máxima

Duas contendas com mando de cada litigante decidirão a equipe campeã da Série A do Paulistão 2025

Domingo 16/03 – às 18h30 – Palmeiras x Corinthians

Árbitro: Raphael Claus (FIFA)

Quinta Feira 27/03 – às 21h35 – Corinthians x Palmeiras

Árbitro: Matheus Delgado Candançan (FIFA)

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Coluna em Vídeo

Na próxima semana a versão em vídeo da Coluna estará de volta

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Política

A molecagem do Congresso com emendas

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, recebe cumprimentos do petista Randolfe Rodrigues (esq) e do bolsonarista José Medeiros (dir) — Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Resolução para regulamentar acordo sobre transparência embute truque para manter sigilo e deve suscitar nova sanção do STF

A relação entre Poderes da República não deveria comportar molecagem, mas é difícil encontrar outro nome para classificar a resolução costurada na surdina e aprovada a toque de caixa pelo Congresso que tenta, pela terceira ou quarta vez, driblar as determinações do Supremo Tribunal Federal quanto à necessidade de dar transparência e rastreabilidade às emendas orçamentárias.

O grau de apego e a insistência bizarra de deputados e senadores em manter algum grau de sigilo sobre a liberação de dinheiro público só escancara quanto esta se tornou, antes de tudo, uma maneira de políticos se perpetuarem em mandatos e expandirem seu poder sobre prefeitos, empresas e eleitorado, num ciclo perverso que eles não querem ver quebrado.

Basta lembrar que a tentativa de moralizar as emendas começou (já tarde) com a ministra Rosa Weber, lá atrás, em 2022. Desde então, houve seguidas idas e vindas para algo que não é um capricho do Supremo Tribunal Federal, mas apenas e tão somente o Judiciário cumprindo aquilo que manda a Constituição em relação ao Orçamento da União.

O último lance, com a aprovação de uma resolução que permite que apenas os líderes chancelem indicação das emendas de comissão, permitindo que parlamentares permaneçam incógnitos, tem um teor de afronta ainda maior que os anteriores, porque Hugo Motta e Davi Alcolumbre acabaram de assumir o comando da Câmara e do Senado, foram até o ministro Flávio Dino, se comprometeram com um acordo para, apenas poucas semanas depois, orquestrarem a tentativa de driblá-lo.

É óbvio que, diante da já esperada manifestação do PSOL, autor de uma das ações que questionam o trâmite das emendas, Dino voltará à carga, provavelmente sustando novamente o pagamento das emendas até que a nova diabrura dos senhores parlamentares seja desfeita.

Não adiantará de nada os deputados e senadores apontarem intervenção indevida do ministro, conluio com o governo ou o que quer que seja. O assunto já teve diversos rounds, todo mundo sabe o que está posto à mesa, e a resolução com a brecha marota para o sigilo foi urdida propositalmente nos últimos dias, diante da inação por parte do governo, que reconhece sua própria tibieza na relação com o Legislativo e deu a batalha por perdida. É o que explica a votação da proposta com apoio maciço de quase todos os partidos, inclusive do PT.

Uma segunda manobra que passou relativamente despercebida na votação da resolução prorrogou a atual composição da Comissão Mista de Orçamento até que seja votada a proposta orçamentária deste ano, que segue travada. Com isso, a cúpula do Parlamento mostra que a ideia é manter o Orçamento deste ano como refém até que seja encerrada a novela em torno das emendas — que, como se vê, terá mais um capítulo agora.

Caso a proposta não seja votada na semana que vem, estará alcançado o recorde de atraso na aprovação do Orçamento, um indicativo inquestionável da forma como a agenda de interesse do país está subordinada aos interesses dos congressistas e de quanto o negócio das emendas é, hoje, condição de vida e morte para eles, da esquerda à direita, com a exceção apenas dos nanicos PSOL e Novo, cada um numa ponta do espectro político.

Lula disse na campanha que acabaria com o orçamento secreto, mas rompeu a promessa já antes da posse, quando pactuou a votação da PEC da Transição e o apoio à reeleição de Arthur Lira. Há dúvida razoável quanto ao grau de afinação entre ele e Dino na tentativa de disciplinar aquilo de que deputados e senadores se recusam a abrir mão.

Mas fica nítida a falta de voz e de pulso do Executivo em exigir que a destinação de recursos públicos por parte do Legislativo seja moralizada. A ousadia do Congresso em dobrar a aposta mostra que o negócio é tão lucrativo que a briga compensa.

Vera Magalhães: Publicado no O Globo dia 14/03/2025 às 02h00 

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Chega da desavergonhada corrupção praticada por presidentes, governadores, prefeitos, senadores, deputados federais, estaduais, vereadores, membros do judiciário, ministério público, funcionários públicos de todas as escalas, incluso militares, e nos bastidores do futebol brasileiro.  

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Finalizando

“Sabe por que é difícil de lutar contra políticos corruptos? Porque sempre tem um povo e uma justiça corrompida para defendê-los”

Citação de: Dailton Almeida

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SP- 15/03/2025

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