
Às vésperas da final da Copinha, os truculentos gestores do estádio do Pacaembu, irresponsavelmente, notificaram à FPF que não possuíam a documentação básica (incluindo as de segurança) para obter o alvará da Prefeitura.
Contavam, é claro, com a ajuda política para evitar o vexame.
Foi o que aconteceu.
O poder público concedeu autorização provisória, com tempo determinado.
Espertos, os ‘donos’ do Pacaembu abriram as portas para a Copinha, mas também venderam o espaço para a Portuguesa, sob promessa de que, após o prazo concedido, a documentação estaria regularizada.
A Lusa, feita de trouxa, iniciou obras no Canindé.
Novamente, o Pacaembu descumpriu as obrigações.
O estádio segue sem documentos e proibido de reabrir as portas.
Um vexame.
Levando-se em consideração que a concessão do Pacaembu precisa estar operante para que seus proprietários consigam lucrar, e que há alguns anos isso não ocorre pelas razões elencadas, não seria o caso de desconfiar?
O MP deveria investigar.