
Ontem, operação da Polícia Federal levou à prisão Cyllas Salerno Elia Júnior, dono do 2GO Bank, fintech que, segundo investigações, lavaria dinheiro para o PCC.
O ex-policial foi delatado por Antonio Vinicius Lopes Gritzbach, recentemente executado no Aeroporto de Cumbica.
A empresa negociava a gestão do ‘Fiel Torcedor’, plano responsável pela venda de ingressos de jogos do Corinthians.
R$ 100 milhões era a proposta.
O 2GO Bank assumiria as gestões do Fiel Torcedor, das catracas da Arena e Parque São Jorge, as venda de ingressos e também a criação de um ‘banco do Corinthians’.
Um Oasis para lavagem de dinheiro.
Segundo fonte de PSJ, as tratativas eram acompanhadas por Augusto Melo e Marcos Boccatto, sendo tocadas, em reuniões, pelo preposto Marcelo Mariano.
Cyllas está entre desqualificados que ajudaram a financiar a campanha presidencial do cartola.
Não é a primeira notícia que junta a nova administração alvinegra com a principal facção criminosa da América Latina.
Houve a prisão de um dono de posto de combustíveis que Augusto utilizava como local de reunião, a constatação de que o dinheiro do clube, no negócio Vai de Bet, foi encontrado em contas correntes controladas pela quadrilha, as suspeitas diante de algumas escolhas do corpo de seguranças, a colocação de pessoa ligada ao Agua Santa em posição de comando em Parque São Jorge, o domínio de camarotes, etc.
São muitas as coincidências.
Além do Corinthians, Cyllas mantinha acordo com o Vitória/BA e com a facção Independente, formada por pessoas que dizem torcer para o São Paulo.