
Por que o São Paulo precisa de investimento estrangeiro para custear o único de seus departamentos que, historicamente, é lucrativo?
É no mínimo suspeita a negociação das categorias de base do clube com o grego Evangelos Marinakis, acusado de traficar heroína, manipular jogos e cometer fraudes financeiras na Europa.
O Tricolor sempre foi referência no trato com os jovens atletas, proporcionando não apenas os meios necessários para o aprendizado, como também utilizando-os com sabedoria no acesso à equipe principal e na venda de seus direitos ao exterior.
Trata-se de acordo desnecessário, ainda que o dinheiro tivesse origem lícita.
O que teria motivado Casares a sentar-se seis vezes – números revelados pelo próprio – com Evangelos, evidentemente sabendo com que lidava, é o ‘x’ da questão.
Os conselheiros do São Paulo, que não são trouxas, estivessem mais preocupados com o clube do que com as benesses que lhes são proporcionadas pelo poder, haveriam de vetar a negociação, assim como investigariam as demais que ocorreram ao longo da última gestão.
Evangelos não deve ser a única tentação na vida de Casares.