Atual campeão, o Corinthians é sempre tratado como favorito quando o assunto é Copa São Paulo de Juniores, porque, apesar dos esquemas diversos noticiados ao longo dos anos, priorizava o campeonato.
Agora, tomado pela turma que afundou o Barbarense, a realidade do clube é outra.
O objetivo é fazer negócios.
A montagem do elenco que disputará o torneio é escandalosa.
Indicados por empresários, entre os inscritos há jogadores que nunca disputaram uma partida sequer pelo Sub-20, combinados com Sub-17 que são reservas em sua categoria.
Impossível justificar tecnicamente.
Nomes como William e Lorenzo, titulares, respectivamente, do Sub-20 e Sub-17, foram deixados de lado para abrir vaga a Lucão, Ruan e Vinicius Gomes, nenhum deles titulares do Sub-17.
Pedro Thomaz, também do Sub-17, sentou no banco nas onze partidas em que foi relacionado na categoria; agora disputará o principal torneio do Sub-20, vitrine nacional para possíveis compradores.
Guilherme Henrique e Beto, campeões da última Copinha, não foram inscritos.
Estes são apenas alguns exemplos, de muitos, na montagem deste elenco.
À margem das possíveis falcatruas, incluindo as contratações de 57 jogadores num período de apenas onze meses, está o desrespeito à história do Corinthians na Copa São Paulo.
A última vez em que Augusto Melo, Claudinei Alves e Valmir Costa, ainda pelo Barbarense, montaram o time que participou do torneio, classificaram-se na última colocação, com três derrotas na primeira fase.
Os bolsos, porém, saíram preenchidos.
