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De salto alto, Botafogo passa vergonha no Intercontinental

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Após gravíssimo erro do treinador Arthur Jorge, que escalou o time reserva numa partida de quartas-de-final de um torneio mundial, claramente subestimando o adversário, o Botafogo perdeu por três a zero para o Pachuca/MEX e foi eliminado nas quartas de final do Intercontinental de clubes da FIFA.

Não há cansaço – que não era pouco – que justifique a bobagem.

Após uma primeira etapa equilibrada, o Pachuca, logo aos 04 do tempo final, abriu o marcador num golaço de Idrissi.

No desespero, Arthur Jorge passou a retirar os titulares do banco e colocá-los no gramado, com evidente melhora do desempenho da equipe.

Percebia-se, o que é mais dolorido, que os brasileiros, tivessem iniciado com a escalação correta, provavelmente venceriam a partida, podendo, após o resultado consolidado, descansar seus jogadores.

Seria a melhor estratégia.

O salto alto não se sustenta num campeonato em que os clubes entram para jogar a vida.

Na sequência do jogo, o Pachuca marcou mais dois gols: Deossa, aos 21, em falha do goleiro botafoguense, e Rondón, aos 35.

Trata-se, factualmente, do maior vexame brasileiro da história do torneio, independentemente da nomenclatura (Mundial ou Intercontinental).

O sonho do Botafogo, de ao menos disputar a final contra o Real Madrid, que seria mais fácil de alcançar neste ano, foi adiado para 2025, quando, em condições muito mais difíceis, participará do Super Mundial da FIFA.

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