
O COF da Portuguesa acaba de encaminhar a Antonio Carlos Castanheira, presidente do clube, notificação em que registra o descumprimento de alterações solicitadas pelo órgão no contrato da SAF a ser firmado com as empresas Tauá, Reeve e XP.
“Cumpre-se o dever de informar que na sua grande maioria as alterações solicitadas não foram atendidas, principalmente sob o aspecto econômico/financeiro no que tange aos investimentos relativos ao futebol”
Segundo o COF:
- o aporte inicial de R$ 12 milhões não é assegurado apenas ao departamento de futebol, podendo ser destinado para outros fins a critério dos investidores;
- os R$ 18 milhões prometidos somente seriam liberados após a definição da Recuperação Judicial – a que a Lusa perdeu o direito por descumprimento do acordo – o que poderia levar mais de 12 meses;
- o aporte de R$ 120 milhões não se caracteriza como investimento certo na sua totalidade.
Por fim, o órgão adverte o presidente:
“Por derradeiro, é imperioso destacar que, quem age com excesso de mandato, fora dos limites da autoridade que lhe foi outorgada, e aqui a baliza é nosso Estatuto Social e Regimentos Internos, além de ter o ato jurídico anulável, poderá responder pelos prejuízos causados à Associação Portuguesa de Desportos”

