
Ontem, durante todo o dia, funcionários do Corinthians, sob ameaça de demissão, vestiram a camisa confeccionada pelo grupo de Augusto Melo com dizeres contrários ao impeachment, que será votado no próximo dia 28.
Em Parque São Jorge, intimidavam associados a rubricarem abaixo assinado em ‘apoio’ à diretoria.
Havia faixas, idênticas, espalhadas por todo o clube, reveladoras da não espontaneidade.
O bando que comanda o Corinthians agia sem escrúpulos, e gastava.
Dinheiro de quem? Eis a questão.
Mas o fundo do poço se deu no início da noite, quando, colocados contra a parede, alguns através dos próprios empresários – também intimidados, parte dos jogadores do Timão postou mensagem idêntica, contra o impeachment, nas redes sociais.
Procedimento que assemelha-se a quando estes mesmos atletas, contrariados, são submetidos a encontros com os Gaviões da Fiel, ou à postagem de Augusto Melo, às vésperas das eleições, com a amedrontada Tia Cida – ameaçada por cartolas do União Barbarense, a quem havia tratado como ‘gorda negrona’.
Mas nem tudo deu certo.
Chamou a atenção a não adesão de Memphis Depay entre os jogadores intimidados, que, segundo as fake-news divulgadas por influencers (que ontem trabalharam enlouquecidos), estaria ‘preocupado’ com a possível saída do Presidente.
Em tese, seria quem deveria puxar a fila dos atletas.
O que não impossibilita novas investidas a seu empresário nas próximas horas para tentativa de reversão do quadro.
Entre difusões alucinantes de fake-news, impulsionadas nas redes com aportes gigantescos de publicidade, em que a palavra ‘golpe’ é trabalhada no inconsciente de torcedores e associados, o Corinthians viveu dia de sequestrado, em que as vítimas eram obrigadas a submeter-se a humilhações até que o ‘resgate’, em forma de votos contra o impeachment, seja conquistado.