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Coluna do Fiori

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FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE

Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.

http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

apito limpo

“O verdadeiro líder, não é aquele que tem autoridade formal, mas sim, moral”

Guilherme Machado: é corretor de imóveis, palestrante e coach

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Reporto duas histórias do tempo que era árbitro do departamento de árbitros da FPF – Federação Paulista de Futebol

Ocorrida sob a direção de Adilson Monteiro Alves, claro desconhecedor das regras, idem sobre o desempenho da maioria dos árbitros.

Incumbiu

O árbitro Ilton José da Costa no exercício da atividade a responsabilizar-se pelas escalas, em especial, da principal divisão, na qual, salvo engano, se escalou na maioria dos jogos televisados que lhe proporcionou ser conhecido e colocar o emblema FIFA no peito.

Observação

No ano 1974, convidado para assumir o departamento, Emidio Marques de Mesquita com elevada inteireza e respeito para com seus futuros subordinados, pediu licença das escalas.

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33ª Rodada da Série A do Brasileirão

Sexta Feira 08/11 – Palmeiras 1 x 0 Grêmio

Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (CE)

VAR

Rodolpho Toski Marques (FIFA-PR)

Item Técnico

Desempenho adequado do árbitro e assistentes

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: aos palmeirenses Estêvão, Gustavo Gómez, Murilo, Richard Ríos e Mayke – Jemerson, Villasanti e Monsalve, defensores gremistas

Sábado 09/11 – Vitória 1 x 2 Corinthians

Árbitro: Bruno Arleu de Araújo (FIFA-RJ)

VAR

Marco Aurélio Augusto Fazekas Ferreira (RJ)

Item Técnico

Os representantes das leis do jogo não tiveram influência no resultado

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: Luan, Carlos Eduardo, Everaldo e Cácerez defensores do Tricolor da Barra; idem aos alvinegros: Martínez e Fagner

Quarta Feira 13/11 – Flamengo 0 x 0 Atlético-MG

Árbitro: Davi de Oliveira Lacerda (ES)

VAR

Gilberto Rodrigues Castro Júnior (PE)

Item Técnico

Acertou no instante que marcou a penalidade cometida pelo atleticano Lyanco no oponente Wesley

Penalidade

Cobrada por David Luiz, defendida pelo goleiro Everson

Item Disciplinar

Cartão Amarelo: 01 para o Rubro-Negro Fabrício Bruno. 01 para Scarpa, defensor do Galo

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Coluna em Vídeo

Nele, o ex-árbitro comenta assuntos, por vezes, distintos do que são colocados nesta versão escrita

*Não serão liberados comentários na Coluna do Fiori devido a ataques gratuitos e pessoais de gente que se sente incomodada com as verdades colocadas pelo colunista, e sequer possuem coragem de se identificar, embora saibamos bem a quais grupos representa

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Política

A consequência da aversão à democracia

Material de campanha de Francisco Wanderley Luiz, também conhecido como Tiu França

Atentado em Brasília expõe risco da banalização da retórica de intolerância política encampada pelo bolsonarismo. Tolerar atos e discursos antidemocráticos é premiá-los com a impunidade

A Praça dos Três Poderes voltou a ser cenário de um ato de violência política menos de dois anos após a intentona bolsonarista de 8 de janeiro de 2023. Embora a investigação mal tenha começado, uma coisa já se pode afirmar: Francisco Wanderley Luiz, de 59 anos, natural de Rio do Sul (SC), dirigiu-se ao local no início da noite da última quarta-feira disposto a matar e morrer em nome de suas crenças, haja vista a quantidade de explosivos que ele armou em seu carro e que carregava junto ao corpo.

A saúde mental do homem, que morreu após detonar uma das bombas em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), já começou a ser objeto de especulação no sentido de relevar a gravidade de sua malévola intenção de explodir o carro em um dos estacionamentos da Câmara dos Deputados e, como as imagens registradas por câmeras de vigilância mostraram, no perímetro do edifício do STF.

Fato é que o sr. Francisco Luiz deixou em vida registros em profusão que dão uma boa ideia de sua afinidade com a “agenda política”, por assim dizer, do bolsonarismo, como a aversão à democracia liberal, às instituições republicanas e, não menos importante, à política como uma construção civilizatória baseada no respeito entre adversários, pois consubstanciada na força dos argumentos, não na violência.

Nesse sentido, é incontornável vincular o atentado perpetrado pelo agressor no dia 13 passado – que por sorte não fez outras vítimas de sua torpeza – a uma diligente campanha de estímulo à violência política no País capitaneada por Jair Bolsonaro, em particular à sua retórica virulenta contra o STF e alguns de seus ministros, além de seu discurso corrosivo à legitimidade da Corte.

O ex-presidente, por óbvio, não inaugurou a violência política no Brasil nem muito menos tem relação direta com as explosões. Mas seria uma afronta à “verdade dos fatos” – aquela que interessa politicamente, para recorrer à célebre reflexão de Hannah Arendt – ignorar que, após a ascensão de Bolsonaro à Presidência da República, a violência política passou a assombrar o País em uma escala jamais vista desde a redemocratização, e lá se vão quatro décadas.

Sob Bolsonaro, naturalizou-se entre uma parcela considerável da sociedade o desprezo pelo Estado Democrático de Direito, seus princípios mais comezinhos e suas instituições representativas, principalmente o STF. Não poucos brasileiros olharam para o triunfo eleitoral daquele oficial do Exército que se retirou em desonra das Forças Armadas e construiu uma obscura carreira parlamentar tecendo loas à ditadura militar e à tortura, pregando o fechamento do Congresso e o fuzilamento de adversários políticos – nada menos – como uma espécie de sinal verde para o emprego da violência como um recurso legítimo para a afirmação de vontades na esfera pública.

Evidentemente, nem todo radical político se lança à prática de atentados, tal como o fizeram os terroristas que tentaram explodir um caminhão-tanque de combustível no Aeroporto de Brasília, na véspera do Natal de 2022, a turba que tomou a capital federal de assalto no 8 de Janeiro ou, agora, Francisco Luiz, entre outros casos. Mas todos esses delinquentes travestidos de “patriotas” assim agiram porque se sentiram encorajados por uma atmosfera golpista que só se instalou no País em tempos recentes sob os auspícios de Bolsonaro.

Nos últimos dias, Bolsonaro até tem tentado fazer o País acreditar que ele teria se convertido à democracia. Piadas à parte, se democrata fosse, o ex-presidente teria condenado veementemente – e sem adversativas – não apenas o atentado ocorrido anteontem, mas todos os atos de violência política que foram praticados em nome de sua agenda liberticida nos últimos anos, algo que ele, evidentemente, não fará.

O terrível episódio serve de alerta para o risco de menosprezar a capacidade de ação dos inimigos da democracia. Se já era acintoso falar em anistia para os golpistas com tamanha naturalidade, resta evidente que, a prosperar esse despautério, estará dado o recado de que a violência política é passível de ser recompensada com a impunidade.

Opinião do Estadão publicado no dia 15/11/2024

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Chega da desavergonhada corrupção praticada por presidentes, governadores, prefeitos, senadores, deputados federais, estaduais, vereadores, membros do judiciário, ministério público; idem: funcionários públicos de todas as escalas, incluso militares, idem nos bastidores do futebol brasileiro.

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Finalizando

“Uma pessoa com um mau-caráter é capaz de tudo, inclusive simular boas atitudes”

Site: Pensador

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SP-16/11/2024

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