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Onde estão os relatórios da EY sobre cartolas do Corinthians?

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Marcos Boccatto, Vinicius Cascone e Augusto Melo

Durante as eleições do Corinthians, e também logo após a posse como Presidente do clube, Augusto Melo prometeu que a Ernst & Young realizaria auditoria arrasadora “doa a quem doer.”

Onze meses após, nenhum resultado foi divulgado.

Recente reunião do Conselho Deliberativo revelou a base para a afirmação de Augusto, que nada tinha a ver com verificação contábil ou de contratos, mas com arapongagem.

No acordo entre Corinthians e EY havia uma clausula denominada “Verificação de Antecedentes e Triagem”, pela qual a empresa era contratada para investigar a vida de ex-cartolas e seus familiares.

Ninguém teve acesso a este trabalho.

Nem CORI, nem Conselho Deliberativo.

Incomodado com as suspeitas, o ex-presidente Andres Sanches pedirá, judicialmente, acesso aos relatórios.

O que levaria Augusto Melo a ocultar documento que, em tese, poderia lhe ser favorável?

Das duas, uma.

O trabalho, apesar de contratado e pago pelos cofres do Corinthians não foi realizado, o que motivaria apuração para verificação da má-gestão do dinheiro do clube, ou o relatório encontrou problemas em pessoas que eram da diretoria anterior e agora possuem cargos na atual.

A verdade precisa vir à tona.

Pego de surpresa no Conselho, Melo negou até ter assinado o contrato com a EY, o que, por óbvio, seria outro escândalo.

A empresa, efetivamente, trabalhou dentro do clube.

Se na informalidade, juntar-se-ia às lavanderias de seguranças a quem o Corinthians ousou pagar sem o mínimo lastro documental.

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