Ícone do site

O que o Corinthians tem a ver com o crime do Aeroporto de Cumbica?

Anúncios

Ontem, em operação mafiosa, integrantes do PCC, em plena luz do dia, no principal aeroporto da América Latina, assassinaram um delator escoltado por três policiais militares, e conseguiram fugir.

É gravíssimo.

Neste episódio, muita coisa precisa ser investigada.

A noticiada associação do PCC com a Máfia Italiana, nitidamente, contribuiu para que o grupo se tornasse mais organizado, como se observa nas infiltrações políticas recém noticiadas.

É difícil crer que os bandidos se arriscariam a manobra tão ousada sem que houvesse facilitações acertadas com representantes do poder público.

Os três PMS da escolta do delator morto, que não defenderam, como deveriam, o suposto ‘protegido’, permitindo a fuga dos atiradores sem que nenhum deles tenha sido alvejado, estão em poder da corregedoria.

Feito o preâmbulo, fica a pergunta: o que o Corinthians tem a ver com o crime do Aeroporto de Cumbica?

Entre os delatados pela vítima estavam agentes de jogadores que dividiram com o presidente Augusto Melo a propriedade de atletas do Barbarense, no período em que o cartola esteve por lá na condição de arrendatário do clube.

Entre eles: Matheus Araújo, Murillo e Juan.

Os intermediários seguem presentes nas categorias de base alvinegras.

Seriam, segundo informações, as pessoas que ajudaram Augusto a circular com um Mercedes Benz oriundo de agência de automóveis suspeita de ligação com o crime organizado.

Sem convencer, o presidente do Timão admitiu não ter pagado pelo veículo, dizendo tratar-se de patrocínio pessoal.

Talvez o único ‘merchan’ em que o nome da empresa não é divulgado.

Outro conhecido desse grupo é Haroldo Dantas, bacharel em direito, bolsonarista, que conseguiu uma boquinha no futebol americano do clube.

Dantas reuniu-se com parceiro dessa gente em Parque São Jorge e, depois, na empresa delatada como filial do PCC, levando consigo jogador com idade de categorias de base.

Paralelamente, a policia de São Paulo investiga porque dinheiro pago pelo Corinthians a Alex Cassundé, ex-funcionário de campanha de Augusto Melo, foi parar em contas controladas pelo crime organizado.

Não é de se duvidar que todas estas histórias possam se cruzar no futuro.

Parte dela, porém, morreu ontem na queima de arquivo do Aeroporto Internacional.

Facebook Comments
Sair da versão mobile