
Romeu Tuma Junior, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, um dos líderes do grupo ‘União dos Vitalícios’, por iniciativa própria, agendou Reunião Extraordinária do Conselho para o próximo dia 07 de outubro.
Na pauta, diversas discussões: Prestação de Contas da Comissão de Mulheres do Conselho Deliberativo; Prestação de Contas – Apresentação de Relatórios Diversos da Comissão de Justiça do Conselho Deliberativo, referentes a requerimentos de Conselheiros (A&M; Empresa de Segurança; Comunicação; E&Y); d) Prestação de Contas – Apresentação de Relatório Conjunto das Comissões de Justiça e de Marketing do Conselho Deliberativo, referente ao Fiel Torcedor; Análise e discussão sobre eventual iniciativa unilateral da Diretoria referente a Medida Cautelar Judicial (Lei 11.101/2005 que regula a recuperação judicial, a extrajudicial e a falência do empresário e da sociedade empresária) – e suas possíveis consequências para o SCCP; Análise, Discussão e Deliberação, sobre o descumprimento pela Diretoria de artigos do Estatuto conforme ofícios encaminhados pelo CORI e pelo Conselho Fiscal.
Entre encheções de linguiça que priorizam dar importância às desimportantes comissões criadas pelo próprio Tuma Junior, o assunto mais relevante é a discussão sobre inserir ou não o clube em Recuperação Judicial.
Apenas porque o Presidente do Conselho é contrário à ideia.
Muito mais relevante, o assunto ‘impeachment’, que pode estancar a sangria financeira a que o Timão vem sendo submetido, seja por evidências claras de corrupção, como o assunto Vai de Bet, ou de irresponsabilidade, representada pelos mais de R$ 200 milhões empenhados em contratações, segue boicotado.
Jogo Sujo.
Tuma e seu grupo plantam dificuldades para colher facilidades.
Se houver acordo, empurra-se o clube ao abismo; somente se os desejos não forem atendidos a atitude mudará.
É política, pura e simples, com o Corinthians servido de meio, não objetivo.
Instando, há meses, a propor Reunião Extraordinária pelo impeachment, Tuma Junior respondeu que somente poderia fazê-lo ‘provocado’; nem assim o fez.
Desta vez, por interesses mesquinhos, agiu por conta própria.
A convocação deste encontro, antes de resolvida a questão anterior (do impeachment), é afrontosa aos quase cem conselheiros que, há meses, buscam solucionar problemas bem mais graves no Corinthians.