
São preocupantes as acusações de assédio sexual contra o Ministro dos Direitos Humanos Silvio de Almeida, segundo informações, formalizadas ao ‘Me Too’, movimento que acolhe vítimas deste crime.
O caso é agravado pelo silêncio da também Ministra Anielle Franco, apontada como uma das acusadoras.
Em Nota, Silvio trata as alegações como mentirosas e as atribui, entre outras coisas, ao racismo.
Anielle não é branca.
O Governo respondeu: “que reconhece a gravidade das denúncias. O caso está sendo tratado com o rigor e a celeridade que situações que envolvem possíveis violências contra as mulheres exigem”
É pouco.
Na condição de Ministra de Estado, Anielle precisa vir a público esclarecer se, de fato, denunciou o Ministro ao ‘Mee Too’.
A omissão insinua verdade.
Se for, Aniele tem que ser acolhida, assim como as demais mulheres que se apresentaram, segundo as informações, como vítimas.
O Blog do Paulinho é solidário a todas elas.
Lula tem proximidade suficiente com a Ministra para esclarecer a questão.
O Governo, diante da ausência, pretérita, de fatos semelhantes atribuídos a Silvio de Almeida, a quem este blog, que está perplexo, sempre tratou como brilhante, não poderia prever o comportamento.
É compreensível o silêncio anterior de Anielle, pessoa física, no contexto das variantes psicológicas que podem acometer vítimas de graves violências – e ela passou poucas e boas nos últimos anos.
Na condição de Ministra, se omitiu a denúncia (em existindo) ao Planalto, errou, permitindo não apenas a continuidade de um suposto agressor em cargo relevante como expondo o presidente a evidente constrangimento político.
A Coluna de Mônica Bérgamo, na FOLHA, afirma que o Governo foi comunicado, por Anielle, em junho.
Se houve comunicação e providências não foram tomadas, evidencia-se o acobertamento.
Ai sim, reprovável.
Neste caso, além de Anielle, Lula precisa esclarecer.
Urge a revelação da verdade para que dúvidas, como as expostas por este blog, não dominem a ausência de filtro das redes sociais, além do afastamento de Silvio de Almeida, que, por razões óbvias, não reúne mais condições políticas de gerir a pasta.