Ícone do site

‘Corinthians’ na camisa verde

Anúncios

Ontem, o departamento de comunicação do Corinthians divulgou uma troca de camisas entre Hugo Souza e Jaire Alexander, do Green Bay Packers, equipe de futebol americano que disputará um jogo da NFL no estádio de Itaquera.

Chamou a atenção o uniforme verde da equipe estrangeira com o nome do clube às costas.

Tratou-se, porém, de caso pensado.

A empresa contratada pelo clube, a custo de quase R$ 100 mil mensais, especializada em movimentação de redes sociais (e fake-news), montou a foto para que a repercussão se sobrepusesse a dois assuntos que dominavam o noticiário: a prisão do CEO da Esportes da Sorte e a fuga dos sócios da Vai de Bet, além da coletiva do grupo Reconstrução SCCP, que protocolou pedido de impeachment de Augusto Melo.

Somente um fato que, entre os neandertais, é tratado como ‘criminoso’, a marca corinthians associada à cor verde do rival Palmeiras, teria o efeito desejado.

Para a sorte de Augusto Melo, o Palmeiras resolveu tirar sarro do episódio, ampliando o engajamento.

Enquanto isso, diretores da gestão, notórios discursadores da ‘honra’ alvinegra contra a cor verde, com destaque para Raul Corrêa da Silva, que fizeram o inferno para que o Green Bay Packers trocasse a cor do uniforme no jogo da NFL – e comemoraram a ‘conquista’ – , com os devidos rabos presos às benesses da gestão, seguem calados.

Para essa gente, defender o bandido predileto supera os preconceitos que fingem possuir para angariar simpatia dos torcedores de inteligência mais humilde.

Facebook Comments
Sair da versão mobile