
Como se fosse chefe de quadrilha, o agente de jogadores Augusto Melo, presidente do Corinthians, tem comparecido às reuniões do Conselho Deliberativo acompanhado de segurança particular (não do clube).
A presença é irregular no ambiente do órgão.
Pior: trata-se de policial que não faz nenhuma questão de esconder a arma na cintura; especula-se que ligado a grupos incompatíveis com a corporação.
O clima é de intimidação.
Em tempos que a polícia e o GAECO investigam a possibilidade do crime organizado atuar em Parque São Jorge, todo cuidado é pouco.
Estranha-se a conivência do Presidente do Conselho, Romeu Tuma Junior, diante, não apenas da evidente ilegalidade, mas também do desrespeito ao órgão, tratado por Augusto Melo, no mínimo, como incapaz de garantir-lhe a segurança.
Ou seria medo?
Enquanto o Presidente demonstra valentia com policiais suspeitos ao seu redor, parte dos conselheiros, temerosos, pensam duas vezes antes de contrariá-lo.
Na última reunião, Melo, em absoluto descontrole, partiu para cima do conselheiro Paulo Pedro, que ousou questionar o também conselheiro Kadu Melo, sobrinho/filho do Presidente.
Não fosse contido, fisicamente, por Tuma Junior, não se sabe qual seria a reação do segurança.