
FUTEBOL: POLÍTICA, ARBITRAGEM E VERDADE
Fiori é ex-árbitro da Federação Paulista de Futebol, investigador de Polícia e autor do Livro “A República do Apito” onde relata a verdade sobre os bastidores do futebol paulista e nacional.
http://www.navegareditora.com.brEmail:caminhodasideias@superig.com.br

“Sozinhos somos apenas momentos. Juntos somos eternidade”
Leonardo Pessoa: Pensador
——————————–
Segue Banner explicativo do encontro dos árbitros do ano 1960 até o ano 2015 que será realizado no dia 21 de Outubro de 2024 das 18h00ás 23h00

———————————–
Permaneço esperançoso
Apesar de não entender o porquê da segunda ação contra José de Assis Aragão atual presidente do SAFESP estar travada na gaveta da mesa de trabalho do juiz, estou esperançoso que a ação não prescreva, que seja condenado pela segunda vez, por ter avançado a mão no cofre do município da capital do estado de São Paulo quando administrou o Pacaembu.
Relembro
José de Assis Aragão está condenado há quatro anos, livre de prisão, perda dos direitos políticos e devolver parte do embolsado.
Sempre
Guerreei e continuo guerreando que haja união e humildade, não sabuje dirigentes, avalie a própria condição, deixe de fofocar sobre consortes, como também: interpretar e aplicar a regra mirando a próxima escala.
Findo
Acorde árbitro do bem
———————————–
20ª Rodada da Série A do Brasileirão 2024 – Sábado 27/07
Palmeiras 0 x 2 Vitória- BA
Árbitro: Caio Max Augusto Vieira (RN)
VAR
Pablo Ramon Goncalves Pinheiro (FIFA-RN)
Quesito Técnico
Apesar de não ter influído no resultado, assoprador do apito rasgou o livro das regras do futebol e, na cara dura, mesmo em cima do ocorrido, limitou-se a dar cartão amarelo para José Breno defensor do Vitória no instante em que maldosamente atingiu o joelho do oponente Flaco Lopes
Foi necessário o VAR sugerir que fosse rever no monitor, foi, viu, reviu, voltou pro campo trocando o amarelo pelo Vermelho.
Quesito Disciplinar
Cartão Amarelo: 02 para Alviverdes e 07 para Leões da Barra, incluso técnico Thiago Carpini
Vermelho: 01 para defensor do Leão da Barra
Fortaleza 1 x 0 São Paulo
Árbitro: Davi de Oliveira Lacerda (ES)
VAR
Igor Junio Benevenuto de Oliveira (FIFA-MG)
Item Técnico
1º – No primeiro minuto da refrega árbitro em cima do lance acertou apontando a clara penalidade máxima cometida por Igor Vinicius defensor são-paulino no oponente Breno Lopes
Pênalti
Batido por Renato Kaiser e bola no fundo da rede. Fortaleza 1 x 0
2º- No 39º minuto da primeira etapa, quando do ataque são-paulino bola rebatida pelo goleiro sobrou para Calleri mandar pro fundo da rede;
Rápido
Assistente 02 ergueu o braço apontando a posição irregular do atacante tricolor.
3º – Aos 40 minutos da segunda etapa no contra ataque da equipe da casa, a disputa entre Moisés e são-paulino Igor Vinicius, a redonda tocou no braço do atacante do Fortaleza, que, com o pé direito, chutou pro fundo da rede
VAR
Requereu ao árbitro rever no monitor, foi, viu, reviu, voltou pro campo, apontado a infração do atacante.
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 03 para Tricolores do Pici e 05 para Tricolores do Morumbi, incluso técnico Luis Francisco Zubeldía
Vermelho: Depois do segundo amarelo para Hercules defensor fortalezense
Domingo 28/7 – Atlético Mineiro-SAF 2 x 1 Corinthians
Árbitro: Bruno Arleu de Araujo (FIFA-RJ)
Quesito Técnico
1º – Bruno Arleu acertou ao apontar a marca da cal no momento em que o corintiano Rodrigo Garro desviou a direção da redonda vinda da cobrança de falta
Penalidade
Batida por Hulk findada no fundo da rede. Atlético 0 x 1
2º – O segundo gol da equipe mineira teve origem na penalidade máxima
Após
De ver e rever, observei que o pé direito do carrinho cometido pelo corintiano André Ramalho tocou no pé esquerdo do oponente Paulinho
Punição
Cobrada por Hulk findou no fundo da rede, fechando o placar: Atlético 2 x 1
Quesito Disciplinar
Cartão Amarelo: para defensores do Galo e 03 para defensores do Timão
Copa do Brasil 2024 – Oitavas de Final – Terça Feira 30/07
Botafogo SAF – RJ 1 x 1 Bahia
Árbitro: Flavio Rodrigues de Souza (FIFA-SP)
VAR
Pablo Ramon Goncalves Pinheiro (FIFA-RN)
Item Técnico
Desempenho normal e sem complicações do árbitro e assistentes
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 01 para defensor da equipe Tricolor de Aço
Quarta Feira 31/07 – Corinthians 0 x 0 Grêmio
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (CE)
VAR
Rodolpho Toski Marques (FIFA-PR)
Item Técnico
Apesar de veterano e vasta vivência dentro dos campos; perto do fato e vistas livre sob o mesmo, Marcelo de Lima Henrique no ato do cônscio e violento solado cometido pelo defensor corintiano Ranieri no oponente Marcelo deixou o jogo correr; na primeira oportunidade: advertiu Ranieri com cartão amarelo
De imediato
VAR sugeriu para rever o acontecido no monitor, depois de ver e rever a maldosa solada, Marcelo de Lima Henrique voltou pro campo e, tanto quanto outros consortes, passando a responsabilidade pro VAR, retirou o amarelo, exibindo o Vermelho.
Admirável
Ao sair do campo, ciente do que houvera feito, Ranieri se desculpou com o colega de profissão.
Impedido
Daí, aos 47, Hugo deu um chutão para frente, Giovane correu atrás do balão e encobriu Marchesín com um toque sútil quase sem ângulo, entretanto, para quebrar o encanto, VAR demonstrou que ele estava com um dos calcanhares milímetro à frente do penúltimo defensor.
Item Disciplinar
Cartão Amarelo: 01 para corintiano e 03 a gremistas
Vermelho: 01 para mandante, idem para visitante
/// /// /// /// /// /// /// ///

Coluna em Vídeo
Por conta da cobertura do Blog do Paulinho nas Olimpíadas, a versão em vídeo da Coluna não será gravada, retornando na próxima semana.
————————————
Politica
A tragédia venezuelana

De fato, como observaram muitos, é rara a possibilidade de uma ditadura se afastar por meio de eleições livres
Aliados brasileiros de Nicolás Maduro acham que a Venezuela tem eleições até demais. O problema é que nestes 25 anos o chavismo perde terreno e não se pode falar de eleição limpa: há fraudes demais.
Na noite anterior ao domingo de 28/7, os mais ansiosos nem dormiram. Queriam estar cedo nas urnas para derrotar Maduro. Era a maior chance que a oposição já teve.
Foram eleições deformadas, mas ainda assim competitivas. Maduro impediu que a oposição tivesse a candidata que escolheu, Maria Corina Machado. Ao longo desse processo, prendeu um oposicionista a cada três dias.
O acordo celebrado em Barbados com a participação do Brasil não foi cumprido. Estados Unidos e União Europeia perceberam que Maduro trapaceava.
De fato, como observaram muitos, é rara a possibilidade de uma ditadura se afastar por meio de eleições livres.
Maduro bloqueou a possibilidade de participação de observadores europeus. São os mais experientes do planeta, costumam empregar 120 pessoas e realizar um trabalho rigoroso. Expulsou da Venezuela alguns deputados independentes que queriam acompanhar o processo. E, finalmente, impediu a entrada no país de quatro ex-presidentes latino-americanos: Mireya Moscoso (Panamá), Miguel Ángel (Costa Rica), Jorge Quiroga (Bolívia) e Vicente Fox (México).
Quem acompanhou o passo a passo das eleições de domingo encontrou poucos incidentes, sobretudo alguns casos de voto assistido, como o de estudantes forçados a votar em Maduro. O problema central surgiu logo após o término das eleições. Os delegados da oposição foram impedidos de acompanhar as apurações. Nesse momento, creio, o acordo de Barbados foi totalmente para o espaço. A lei garante a presença de opositores pois o processo precisa de transparência.
O governo brasileiro se fez representar pelo ex-ministro Celso Amorim. Mas ele não comentou esse incidente, que foi decisivo para que se articulasse a fraude.
De madrugada, o Conselho Nacional Eleitoral, presidido por Elvis Amoroso, amigo de Maduro, proclama a vitória de forma patética. Segundo ele, a diferença em favor de Maduro era de um pouco mais de 700 mil votos e faltavam 2,3 milhões para serem apurados. Os matemáticos contestaram a visão de irreversibilidade de Amoroso.
O que se seguiu a partir dessa farsa foi uma previsível coreografia internacional. Os amigos de sempre – governos autoritários, como Rússia, China, Irã e Síria – reconheceram a suposta vitória de Maduro. Mas os outros não. Com nuances, todos querem conhecer as atas, mesmo porque a oposição afirma que ganhou com pouco mais de 70% dos votos.
As nuances são importantes para localizar o Brasil, o grande fiador dessas eleições, que se coloca agora numa posição delicada. Países como o Chile e o Uruguai pedem transparência, mas duvidam abertamente da vitória de Maduro. O Brasil se limita a pedir a publicação das atas eleitorais. E Lula da Silva afirma que não houve nada de grave.
Se a ideia inicial era a de legitimar Maduro por meio das eleições, para grande parte do mundo o processo apenas realçou seu viés autoritário. O isolamento de Maduro ficou mais dramático, sobretudo agora, que pediu a retirada de diplomatas de sete países latino-americanos. O Panamá, por exemplo, já suspendeu as relações com a Venezuela.
O período que se inicia é de grande tensão. Os opositores vão tentar valer o que consideram uma ampla vitória sobre a ditadura. Ao mesmo tempo, o regime se prepara para reprimir, prender e, se possível, retirar de cena a grande líder da oposição, Maria Corina Machado.
Os venezuelanos que contavam com a volta dos 8 milhões de compatriotas que se foram no período ditatorial estão frustrados. A juventude que votou na oposição para não ter de sair do país possivelmente tomará o caminho do exílio.
O êxodo maciço dos venezuelanos se reflete até nas eleições norte-americanas, pois Donald Trump costuma atacar a presença deles nos EUA. Colômbia e Brasil já receberam grande parte desses refugiados. Isso aconteceu num momento em que os governos dos dois países eram adversários de Maduro. Mas, de qualquer forma, caso a Venezuela mergulhe mais na ditadura e, sobretudo, na pobreza, no colapso dos serviços públicos e na corrupção, a tendência é de que escapem pelas fronteiras.
A posição de romper com a Venezuela não resolve. Apoiar o regime de Maduro, por outro lado, não expressa o consenso nacional, apesar de o PT ter divulgado nota reconhecendo uma eleição misteriosa, talvez por ter recebido as atas eleitorais por telepatia.
Continuaremos tendo questões comuns que não se resumem aos 300 mil refugiados, mas à compra de eletricidade, proteção da Amazônia e dos yanomamis, o monumento turístico que é o Monte Roraima – enfim, é preciso pragmaticamente tratar de tudo isso, sem comprometer a defesa da democracia, sepultada pelo regime de Maduro.
Se o governo, como o PT, for além do pragmatismo e defender a existência de um regime democrático onde ele escandalosamente não existe, entrará em conflito com o consenso nacional e se transformará em mais um dinossauro no continente.
Fernando Gabeira: publicado no Estadão dia 02/08/2024
————————————-
Chega da desavergonhada corrupção praticada por presidentes, governadores, prefeitos, senadores, deputados federais, estaduais, vereadores, membros do judiciário, ministério público; idem: funcionários públicos de todas as escalas, incluso militares, idem nos bastidores do futebol brasileiro.
/// /// /// /// /// /// /// ///
Finalizando
“O fim da esperança é o começo da morte”
Charles de Gaulle: foi um general e político francês. Um dos comandantes aliados na Segunda Guerra Mundial e um dos principais estadistas do pós-guerra.
————————————
Se liga São Paulo
Acorda Brasil
SP-03/08/2024